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Tudo Passa!?
E eu aqui a dedilhar as  contas gastas  de meu velho  terço. Vez ou outra me perco, enquanto tento lembrar  a ladainha de meus versos, padeço! São ais, contidos, de sons partidos, acúmulo de emoção! Espera eterna do passar do tempo, ou expiação? Pois, passa o tempo, passa o inverno, passa o efêmero passa o eterno... E a máquina  temporal avançando ( tic-tac, tic-tac!) comandando o vendaval! certifica que tudo passa, que tudo esgaça... A dor se vai, o sorriso escorre, retorna a dor,
a vida corre... Assim mesmo, todos os dias  desse louco tempo continuo a receber a conta da luz o aumento da pão o reclamar do vizinho pelo latido do  meu cão.... E o monótono tic tac constatando,do tempo a conclusão! Que deixa por ai registrado impresso em algum rascunho uma velha ilusão! somente um amor que tive e o vento  soprou pra longe mas, hoje repousa calado num  poema ,solidão!
Fatinha , só Fatinha...



Descontexto...

Está fora do contexto,
esse louco texto!
Se tem pão 
a manteiga acabou
Se tem chão...
a luz apagou!
E agora , como lido
com o pouco ,
que sequer sobrou?
Falta a nota musical
que combine com o RÉ
Por isso tanto faz 
se eu tomo, ou não, café!
Tem notas partidas
tem pouca comida
tem barulho na avenida!
Mas falta a fé,
o feijão,
o dinheiro ,
a paixão...
falta até a máscara da ilusão!
Ave Maria, assim não se consegue não!
Pois é utópico
pensar na dor
é insensato pedir amor
Nesse maluco mundo
onde se planta flores de plástico,
e alguém rir sem dentes 
e anuncia que é fantástico...
Sentar na praça,
perder a graça 
ou tão somente 
assistir o trem que transporta 
a massa!

Fatinha, só Fatinha...

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Minha alma
Na calma de Minha alma  Calada, me aquieto Sou só um soluço da alma, confesso! Num breve instante  escrevo uns versos  repletos de anúncios vazios. Sussurros dormentes, pecados indolentes... Pobres ilusões tardias. resquícios  de uma alma vazia! Pés cansados, Mãos contritas... que sequer  me acenam  com uma parca  utopia. que agonia! Por isso, soluço entalada. Tentando encontrar uma estrada... Na calma de  Minha alma, poesia!
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Meu Canto...

Não quero saber se é noite,
ou se tem Lua...
mesmo quando em fases,
ela se apresenta nua...
Quero hoje muito mais,
quero o sol da alma,
aquele que aquece 
me dá, ou tira a paz!
Mas me balança, me acorda
do ócio
do não querer ser,
não querer saber...
Pois se sei, reajo,
e isso as vezes
é controverso
até quebra
 as rimas de meus versos
Mas, não importa,
Chegou a hora!
No meu livro em branco
agora , escrevo a minha história!
Se tem poesia , não sei
Mas tem desejo:
de viver o novo
rever o impresso
de criar o agora
de podar o excesso...
e assim,
Entoo cantos sem  profecia.
E nesse canto 
expulso 
os versos de agonia!

Fatinha, só Fatinha...



Eu...

Estendi hoje ,
minha pele  no varal...
tem minha cor,
meu recheio
meu odor
meus anseios...
Já a vesti há tanto tempo,
em cores e formas diversas!
Mesmo assim,
tem ventos que sopram
e  me desconhecem...
Tem tempos que transcorrem
e me reconhecem!
Mudei o tom
a canção
a saudade
a paixão
mas algo permanece
em mim
e esse algo
acredito, não tem fim...
A lua passa
muda de fases
e eu continuo a me habitar
me acho, me perco...
Então, volto a nascer
feito menina que cresce
e renasce...
e tenta cantar outra vez
a canção da vida
procurando ser feliz
e planta em seu  jardim
as vezes, flores de plástico,
uma eterna aprendiz!
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Meus ais...

Meus "ais",
fugiram de mim
voaram soltos por ai...

Molharam-se
em um revolto mar,
voltaram!

Moram agora
em meus melancólicos olhos
que desaguam mansamente
quando me vejo
assim , assim...
sem você
sem beijo
sem lua
sem pão de queijo!

Fatinha, só Fatinha...