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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Retrato.....

Pela porta entreaberta vejo seu retrato,
seu cismar de olhos
seu sorriso torto
sua voz em canto...
no canto do meu quarto!
Retrato velho-novo
do dia de ontem
com cor de poesia guardada,
em sussurros de amor
na primeira hora da madrugada!
Retrato que desenho e escrevo
com as mãos
com os lábios
com os sentidos
impressos todos no meu juizo,
de quimera vã
desenhado em meados das manhãs
em tinta fresca , pré fabricadas
em meu divã!

fatinha,so fatinha...
Desencontro...

E no canto da noite 
a gente se viu
a gente se amou
a gente sorriu
a gente gozou
a gente floriu...
O poema se fez 
e o canto se ouviu
a estrela brilhou 
o mundo aplaudiu
e a gente pensou 
que era feliz!
E no canto do dia 
o olho se abriu
a febre chegou
a noite partiu 
o choro se fez
o peito explodiu
a dor se espalhou 
o amor sucumbiu
e a gente entendeu
que o amor se esvaiu!

fatinha, só fatinha...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Meu poema...




Queria fazer um poema
velho, novo, usado,
de rima inteira, de cor sincera
mas , que não fosse machucado!
Que falasse da menina
que ficava  na janela
que sonhava com um príncipe
que gostava muito dela...
Nem precisa ser esnobe 
o poema que eu quero,
como já anunciei ,
so precisa ser sincero!
Queria  um poema de rimas ricas
de uma canção....
poema de sonhos 
de amor colorido
de fala macia
escrito numa tarde
de descontração!
Quentinho do Sol
com sabor outonal,
poema de amor
em tom virginal,
Mas, meu poema não vem
e escrevo a toa
procuro um encontro
com rimas quebradas
e até me magoam!
Por isso, por hora,
me fecho em versos
quem sabe outro dia
eu encontre o poema 
escrito ao inverso!


fatinha,so fatinha...