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segunda-feira, 28 de março de 2011

Era uma vez...

Era uma vez...

Era uma vez,
um poema frances..
falou tanta coisa
contou tanta história
falou de amantes
sem tempo sem hora,
se fez importante
em seu linguajar
falado em biquinho
mas não soube rimar.
Se fez pequenino
pois nunca encontrou
uma rima em frances
para o verbo amor!
Tentou esmerar-se
 fazer-se importante
na trova escrita
em longos rompantes
tentava encontrar 
a palavra certa
que desse uma rima
tal qual porta aberta
que leva no vento
a inspiração
que encontra na lua
a sua canção.
Era uma vez um
 poema frances
que tanto se fez
e perdeu-se na  rima
do , era uma vez...


fatinha, so fatinha...







terça-feira, 22 de março de 2011




Simples

 Simples é teu olhar
no meu olhar
ao se olharem...                           

Singelo, é tua boca 
na minha boca                                     
ao se encontrarem...

Simples é o teu corpo 
no corpo meu
ao se amarem...

Mistério,
é teu perfume
no meu perfume                                
a se misturarem..

Enigma,
é tua alma
na minha alma
a se fundir...

                                                     
fatinha, so fatinha...

quarta-feira, 16 de março de 2011



Eu Poema..

Sou poema em minha lua 
nova , cheia, minguante, errante?
não importa  a estação..
o poema está na palma de minha  mão!
Quando sonho , poemizo
e os versos , rimas e cores
sintetizo
profetizo
realizo...
Não quero riquezas
que me levem de mim
quero ser livre
num poema sem fim...
Quero sol , e lua
e como poema , poder andar nua..
numa tarde alegre
de alma a bailar
 ter um  gozo   pleno 
ao poemizar
 algo assim bem livre 
de todo pudor,
e numa noite virgem
num poema santo 
escrito em meu corpo
so falar de amor!

fatinha, so fatinha...           

sexta-feira, 11 de março de 2011

Homem...

 O Homem ...
De onde vem tanta dor,
natureza em desconstrução?
é medo
é grito
é choro
é caixão,
é garganta
é maresia
é o céu hoje
sem poesia...
Homem , ou Deus?
semelhanças tantas
que o homem se perde
em receitas,
que sequer são perfeitas
e eu aqui fico sem esperanças!
Novo tempo
combustão,
primavera sem comunhão
destrato
maltrato
ofensas
degradação...
e o planeta em bancorrota
sem ter próxima estação!
Do roubo do fogo
a roda criada,
do homem do campo
da pedra lascada
e o homem , evoluiu
já não respeita nada:
carro
gasolina
bonecas infláveis
cloro pra piscina
agrotóxicos
hormônios em demasia
festa de luxo
crack em bandeja de prata,
 cortesia,
café com pão
bocas sem dentes
robôs de luxo
virando gente,
e o crescente espetáculo
se anuncia:
senhoras e senhores
assistam hoje , mais uma vez
do planeta a agonia:
tsunamis,
terremotos,
desmoronamento
poxa , ta estragando meu apartamento!
Lágrimas de barro,
feição  distorcida
tem nada não...
no domingo
tem desfile na avenida!
É o show do século,
que a outro milênio não chegará
e a empregada nem tem hora pra parar!
E o homem satisfeito
em seu planeta-túmulo,
continua construindo absurdos,
e no sétimo dia , se deitará
só que com certeza
não haverá mais ninguém
para essa história ele contar!


fatinha, so fatinha...

quarta-feira, 9 de março de 2011

FATINHA,SO FATINHA...

MINHAS FASES...

Me encontrando


E assim começo a escrever
palavras tantas,
palavras santas
tantas e santas
que tenho medo de me  perder!
Copio trechos de dias idos
sem muita pompa
sem ter ruídos...
cantos e contos
de tudo aquilo
que foi vivido!
Quisera ter em minhas mãos
magia pura
pura magia
que escreve tudo ,
que lembra tudo,
de cada passo,
de cada dia!
E nunca esquece de uma canção!
Por que de tudo que hoje escrevo
tento encontrar meu coração!
Que foge sempre
quando rabisco
e sai em busca de boemia!
E assim  arrisco
enquanto escrevo,
de mim um pouco ,
ou quem sabe um tanto
num simples toque de poesia,
que me faz sempre
querer  fugir...
buscar em alguém
ou nas palavras
para algum canto
poder partir!
Porém me encontro
enquanto escrevo
sem muita pompa
sem muito apreço,
e aí  me arrisco
no que eu faço
por isso mudo de endereço!
Assim me encanto
horas me perco,
e está perfeito,
Pois escrevendo
até descubro
que tudo aqui
se paga um preço!
Horas sorrindo,
horas chorando
Eu me encontro
e então me aceito!


fatinha, so fatinha...

terça-feira, 8 de março de 2011

Canção para amar !

Anderson e Marciana...

Se amam a distancia
sem com isso se importar,
superam o tempo
suportam a espera
e se apoiam
no verbo amar!
Por que amar, é em tudo crer,
é nada temer
é se encantar,
assim se encantam
assim se amam
assim esperam
pra se encontrar!
Anderson , ama e respira amor
Marciana, ama e respira o aroma da flor...
Os dois aguardam, o tempo que for:
por esse encontro
por esse encanto
por esse canto
por esse amor!


fatinha, so fatinha...

para Anderson e Marciana...


Teus Olhos

E na noite lenta que se inicia
vejo o Norte de tua alma,
em teus olhos feito magia...
Aconchegas com a palavra
ouves quieto em sintonia!
E entre tudo ,ainda vejo
teu olhar feito melodia!
Olhar manso , de líquido verde
cor do mar, ventania...
olhos que libertam calma
libertam a alma, sereno dia...
Olhos de fabricar a lua
ofuscar o sol
criar fantasias...
olhos que permitem sonhos
permitem cores
permitem o dia!
E assim, nesse olhar de mago
encontro o céu, de poesia!

fatinha, so fatinha...


sexta-feira, 4 de março de 2011

Dia de fazer poemas...


Hoje é dia de fazer poemas!
Que saia o sol,
que cesse o ócio
da vida mansa
quero ser sócio,
sem pressa,
sem gula,
sem promessa,
sem a palavra
 que estrangula!
Por que , hoje é dia de fazer poema!
Dia azul
sem exaustão
dia de cheiros
dia de paixão,
dia mansinho
sem violência,
dia cantado
com inocência!
Pois se vou fazer poemas
é preciso ter decência
ser bem maior
que a competência...
Fazer da palavra escrita
algo bobo talvez,
mas que tenha a exatidão
que inexiste
nos poemas
nos poetas
nos amantes
nos lunáticos
seres vivos
não estáticos...
que absorvem no poema
 que hoje faço...
o teor do meu amor
em meu compasso!
Hoje é dia de fazer poema,
só falta  um tema!


fatinha, so fatinha...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cotidiano...

Do sabor de ontem , não guardo nada!
A festa ja vai longe
a lua ja sumiu
os bêbados se foram
na noite que partiu!
Os sinos não badalam
será que existem sinos?
Minha boca ta amarga
um gosto alcalino....
É  a sorte que  vai-se
a agonia que vem
a morte que chega
será que ela está bem?
o dia ta torto
o grito ta morto
a garganta partida
o trem de saída...
e o zig zag zig zag
dessa mente louca e sã
que acorda nos acordes matutinos
terras vãs...
que busca e  se perde nos caminhos
perfumados de maçã...
Ah, quisera , passar logo
essa louca esperança,
essa quimera...
e não ter espera!
pra que esperar?
pra que despertar?
vive-se preso no calabouço
do que se põe no pescoço,
gravata apertada,
palavra atada
papel
caneta
jornal
gaveta,
pastilhas
estômago
café
sem fé...
perdão
sem pão!
Ah, vida louca , louca vida
será que a palavra é suicida?
Quero agora, so a roupa despir
ainda bem , que nesse instante
eu não tenho que partir
até por que , perdi o trem,
e  amanhã , pela manhã,
não se preocupem,
se eu não acordar, estarei bem!


fatinha, so fatinha...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Lua e   Sol...

.
Lua e Sol ...se amam, muito
um amor tristinho assim...
ela noite , ele dia...
nunca chegam ao mesmo fim..
Fosse eu o rei do mundo...
com certeza mudaria...
e os poria bem  juntinho
em uma linda livraria..
num livro bem colorido
ali eu os encontraria...
ela encantando a noite
ele encantando o dia..
e um encontro entre os dois
com certeza existiria
nas histórias que eu conto
e nas minhas poesias!

fatinha , so fatinha....


So quero esquecer



Não há nada de novo pra escrever,
não há nada de novo para viver!
Sol e lua , lua e sol...
casamento de espanhol?
Isso é  só rima,
que se esgrima
nas palavras , feito espada,
ou quem sabe um espadim?
Só preciso de uma palavra
inventada ou não , por mim,
que case e verseje, rime e combine
quem sabe com mandarim?
Ah, mas que absurdo...
Estou tentando e não consigo
esquecer tudo!
Preciso reinventar...
a forma de escrever ou de pensar,
deixar palavras soltas,
deixar soltas as palavras,
sem atá-las
sem destratá-las
sem amarrá-las...
Nossa , quando penso que
o que escrevo está perfeito
sinto angústia
forte e densa, no meu peito...
por que tudo que quero
são as palavras esquecer
nem que pra isso
eu tenha que emudecer,
Preciso aprender, a desaprender
os versos
as rimas
os olhos
as cismas
os sonhos
a fantasia
o nome
a poesia...
E quem sabe , desaprendendo tudo
eu me livre desse peso absurdo
que começou , no dia que aprendi
a fazer rimas de amor,
no dia que descobri
que amor , rima com dor!


fatinha, so fatinha...

Meus passos...

Nos passos de meu dia caminho,
vejo sonhos e bêbados tristes 
que se misturam,e se procuram
no que restou,
vejo a banda que toca,
 e o sono cansado  que passou,
os restos no prato
a sobra de amor...
o livro esquecido 
a flor que secou!
Nesses passos eu acompanho
o que sobrou...
o sorriso apagado
que a tudo resistiu,
a lágrima transparente
que teimou e não caiu!
Vejo e sinto nesse passo
 o desolar
o despertar
o não acreditar...
que se resistiu
que se feriu
o que se permitiu...
Nesses passos hoje firme
se redime
se exprime
se comprime
a minha história 
criada sem hora, um pouco torta
vivida em horas tantas
 e o que importa
se nessa historia não sou santa?

fatinha, so fatinha...

terça-feira, 1 de março de 2011

Menina...



Fui menina numa tarde de viver...
e meus sonhos , livres soltos desenhei
Brinquei  pique -esconde
amarelinha , cata-vento
cacei dragão pela lua
na força do pensamento,
Fiz barquinhos de papel
em dias de chuva forte
deixe-os correrem livres
levados pelo vento norte!
Catei pipa colorida
feitas de fino papel
deixei-as voarem livres
bem lá no alto do céu!
Desenhei em dias livres
um enorme caracol
e guardei-o com cuidado
embaixo de meu lençol,
pra brincar em noites quentes
em que  não ia sair
e que vinha uma lua  azul
me espiar pra eu dormir
Soltei balões coloridos
em noites de são João,
comi maças do amor
sem nenhuma intenção,
Algodão -doce, pipoca
eram os pratos perfeitos
comia e fazia festa
aqui bem dentro do  peito!
Ouvi histórias de fadas ,
de piratas e princesas
tentei pegar um duende
debaixo de uma mesa
vigiei o arco-iris
depois da chuva surgir
pra ver se o pote de ouro
eu iria descobrir,
naufraguei barquinhos leves
com velas de seda azul
depois neles embarquei
viajando de norte a sul
queria ter a certeza
que seria bem feliz
desenhei assim a história
da vida que eu sempre quis,
depois de tudo vivido
pra minha cama voltei
e tentei encontrar verdades
nos sonhos que desenhei,
me aconcheguei suspirando
no meu macio lençol
e então dormi abraçada
com meu lindo caracol!


fatinha, so fatinha...