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Mostrando postagens de Janeiro, 2011
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Sonhando ...

De toda parte me veem os sonhos dia ou noite eu cato peças e os componho... são de primeira necessidade pro meu verão sonhos de amores, sonhos de jóias, sonhos na mão! Sonhos sem cores , ou os marrons não os aceito, pois não combimam com meu batom... sonhos de paz, de harmonia, me trazem festa para meu dia! Sonho amante, apaixonante ...sonho errante... isso não importa na hora certa de os sonhar mas sempre quero , que os meus sonhos possam sonhar Sonho guardado é muito fácil de se encontrar Só que meus sonhos, eu os fabrico ao te amar!!!
fatinha, so fatinha...

Vejo a lua do meu quintal...

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Vejo a lua do meu quintal
dourada sobre o varal...
desfralda histórias de amores,
caça fantasmas na noite,
encanta homens na noite
Tão doce sua companhia,
que espero que  a noite
nunca passe e chegue o dia!
Vejo a lua do meu quintal...
meus olhos estão caindo
com o  sono de dormir cedo
e pra mim ela esta sorrindo,
me contando seus segredos...

fatinha, so fatinha...

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Lençol de poesias ...

Quando terminei de unir  todas as estrelas que tinham no céu, percebi que tinha feito algo de encanto, colcha de retalhos? Não,  um lençol de poesias!!!
fatinha, so fatinha 

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Sonhe...

Guardas contigo o sonho
e o faz  feliz para ti  sopra-o na ponta do vento com ele baile a sorrir!
Deixas no bolso da alma guardado em prontidão doce pedaço do sonho pras horas de solidão!
Mas , é melhor que os viva com a imensidão do teu  céu e o que sobrar tu recolhes nas abas do teu chapéu!
Depois te  deites na relva ouves do sonho a canção que sempre há de existir dentro do teu coração!
fatinha , so fatinha...


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Verbo amar...
Conjugo o verbo amar Com a intensidade da luz do Sol Caminho livre, vôo no tempo Embrulho os sonhos em meu lençol!
Em meu jardim, planto palavras Que me ajudam a conjugar Palavras-flores Palavras –sonhos Que fazem parte do verbo amar!
Nele eu canto , sorrio livre Sussurro em tons de emoção Amo , “amando”, mesmo errando Eu sempre acerto a conjugação!
E ele permeia a  minha vida Em todos os tempos , com exatidão Se existe erro , é na gramática Jamais  na essência do meu coração...

Fatinha, só fatinha...


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Meu sonho Azul...

Fiz o meu sonho em uma cor azul
do céu roubei as cores pra pintar,
catei no mar , conchinhas pequeninas
colei corais a mais pra enfeitar!

Dancei no sonho feito bailarina
em meia ponta fiz-me aprumar
num corpo leve, num valsar bem firme
canções , dancei para me encantar!

O tempo todo fiz-me por inteira
num sonho livre que pra mim criei,
usei das cores que sempre me encantam
usei dos sons por quem me enamorei!

Fiz-me criança em uma noite solta
pisei na relva de um  jardim sem dono
não tive medo de infringir as leis,
não tive medo de arranhar meu sonho!

Meu sonho azul , me fostes tão feliz
de ti não quero nunca me afastar,
me embala sempre  em teus canto doce,
me guarda livre , num eterno sonhar!!!



fatinha , so fatinha...

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Lua- Menina...
Não pensa em sina.... Quisera a vida fosse assim... nesse compasso em que tu mudas Num vai e vem, sem ter um fim!
Horas passando, tempo correndo? Ah linda lua, nem te preocupas Por que tu vives  não estás morrendo!
Em tuas fases trazes mistérios, ao coração... Lua menina, moça brejeira guardas poemas  numa imaginária palma da mão!
Desejos instiga...aflora o ser, E  ao final lua –menina Tu te compraz , pois todos  amam Ao teu querer...
Fatinha , so fatinha....



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Sonho...

disse um adeus ao sonho que tive
e o enterrei em suspiro profundo
dei um adeus com mãos que choravam
nunca , quisera ter dado ao mundo!

Sonho partido , soltei-te ao vento
tiro-lhe a cor , o azul dos meus dias
findas pra mim , num sonho que tive
deixa-me agora, infiel companhia..

Dou-te adeus e viro-te as costas
lágrimas correm de meu coração
pinto outra cor e vivo outro sonho,
com a cor  e o gosto da solidão...


fatinha, so fatinha...


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Esse amor...
De que é  feito esse amor,
de instantes , de momentos? tão forte  é ele em mim que não o  esqueço no vento!
De que cor é esse amor? Cores mil ele possui? e mesmo em  grande chuva, descolore, ou  se dilui!

De que é feito esse sonho, noites bêbadas, e insones? por que então esse amor,  lentamente  me consome?

Quisera te-lo em papel ou de barro  e com defeito ai saberia enfim de que esse amor é feito!
Mas até hoje não sei sequer poderei saber só que existe em mim e nunca o poderei ter! Assim carrego-o comigo sem feitio, sem exatidão diluindo-se na chuva  e guardado no coração...

fatinha, so fatinha...




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Sou Massa...

Que faz a vida, recheio de gente,
sou pele ,sou osso , consciente?
Sou pão , sou prosa...verso sem espaço
poema sem compasso...
No céu , lua sem amantes , como pode iluminar?
Na noite , solidão sem par!
Sou povo que some, na noite , no norte , na vida,
sem nome...
Massa que consome e some nos numeros dos bares
que fazem promessas, que cantam nas ruas, que vivem sem lares!
Massa moderna, de seres pensantes, que fazem desfiles
que andam errantes na terra do Rei...
que cospem salivas com nojo da massa, e expelem fumaça
de seus travesseiros...onde dormem e sonham
ou tem pesadelos...com o furto , com o roubo
do sono e do sonho do povo, da massa...que chora e carrega
nas costas cansadas, o peso do corpo...
sou sorte , ou logro?
Sou massa cansada , da vida massante , sou algo errante...
somente um passante ...da vida estafante !
se volto outra vez, massa não terei...quem sabe com sorte
poema serei?!

fatinha , so fatinha....
Tolerancia...
É aceitando que acolho!
É acolhendo que recebo
e se recebo e acolho, sou parte
sou meio, sou mistura!
Faço parte e sou meio , nessa parte
que me cabe, sou recheio..
penso forte , sou o norte...
posso ser fim...mas haverá sempre outra
parte que virá , após o fim, no limite
na medida, que compra a sorte
e vem a morte , sempre a galope...
carregando, arrastando, cavalgando
num caminho de ilusão, metade de mim
que faz parte, e encalha no caminho solidão!
Faço parte da mistura, mas não sou pura
compro briga, com a outra parte
que não se encaixa em condição
da bendita civilização...
e minha parte , tallvez a outra mesmo sem querer
encalha e estaciona , na contra mão!
fatinha, so fatinha....
TALVEZ


Talvez a renuncia do meu desejo, seja o melhor de mim!
A festa podia ser animada , mas eu disse não e fui embora!
Sonhei com fadas e flores...mas elas faziam mal ao meu eu,
quebravam em mim meu medo de existir, e sem ele ...não vivo!
Tenho aqui em meu ser-coração, a candura ,
do dia que sempre se esquece!
As falhas da alma, soluçam e me fazem murmurar um poema -oração,
para acabar com os males, que chegam a noite e nos sonhos!
Por isso disse não a festa e me fui...tive a sensação do bêbado
que não lembra o caminho de casa, e perde-se na curva da própria sombra...
A boca da noite me enguliu em um só bocejar e eu gritei
por uma sombra solitária, que ao longe acenava para alguém,
numa despedida triste , com gosto de pão dormido...
Fiz-me companhia dela , e dialogamos no silencio que as almas
a si consentem...em noites em que a festa , mesmo animada
nos impulsiona a ir embora... a procura de si!



fatinha , so fatinha....
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Hoje...

Meio perdida estou...
peco na inocencia do perdão que dou a mim!
Onde estão meus sonhos? Não podia deixá-los dormir
em caixa de seda e os deixei!
Já se faz tarde para vivê-los, a lua ainda nem surgiu
e eu estou aqui a espera de minha presença!
Minha fé titubeia no silêncio de minha alma...
Contei ontem para ela , historias em que o final era feliz!
Agora estou em dívida, pois a certeza se foi...e a dúvida
é o meu presente...marcado, doído e que se mostra
na fenda escura de meu sexo em oferta!
Encontro o que de mim restou:lágrimas virginais
retrato de um passado que hoje desenho, em forma de poema
sem rima, para poder supórtá-lo!
Assim, vou vivendo o dia de hoje e buscando
um lugar onde a inocência persita em existir...e eu posssa
ter a certeza de que ao final de tudo...eu possa fechar os olhos
e esquecer de tudo!


fatinha , só fatinha....

Menina...

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Seu corpo nega sua idade
sua idade nega seu prazer...
sorriso onde se esconde?
os sonhos perdem-se de você!
A boneca está encostada,
será que com ela brincou?
fantasia de contos de fadas,
por que dela se afastou?
No corpo que hoje ofertas
menina virginal pareces
sequer tu tens a malicia
no sexo que tu ofereces!
O sangue que teu corpo verte
ainda te causa rubor
o amor que ainda não conheces,
em que prece, ele ficou?
Ah menina , pequena criança!
te entregas sem saber enfim..
que os corpos que o teu procura
te usam , te tiram os sonhos
e te abandonam no fim!
Desejo que voltes a infância
e de casinha tu possas  brincar
e oro para que um dia ,
tu voltes menina a sonhar!!!

Adeus...

Hoje a saudade me alcançou...
chegou assim, em cor marrom!
Deitou-se em minha cama e abraçou-me forte,
fazendo meu peito quebrar , numa musica sem compasso!
Retive em mim a ultima gota de suor ,
que teimosa me descia pelas costas!
Me senti amorfa e sem rumo...
Deitei no chão e deixei que ela me estrangulasse
a palavra que se fazia em mim!
Medi as horas e ao passar do meio dia,
desafiei-a a ir embora...
Na areia, de algum lugar que pisei, nem lembro
desenhei seu rosto sem rosto...
Escrevi depois um mapa de um sonho meu,
e me pus de volta ao meu ser,
que ansiava por ser liberto!
Passei um batom vermelho e dei adeus ao vento
que tudo leva e faz esquecer!!!


fatinha so fatinha!!!!

Esquecendo-te...

Queria hoje falar de flores,
mas elas murcharam em meu jardim!
Procurei entre meus guardados,
uma caixa cinza , para guardar-lhes as cinzas,
mistura de sonhos e festas que não tive ontem!
Falei alto na esquina para que você me percebesse,
o vento passou e soprou longe meu eco!
Pensei em escrever-te uma carta...
as cartas ja não se usam, tempos modernos!
Então escrevi um poema de flores murchas e te enviei!
Busquei um calendario e marquei a folhinha que ia retirar,
rasguei com desejo de esquecer-te ,
e fui a rua cantar meus poemas,
e quem sabe perder-te....

fatinha , so fatinha....

Hoje...

Hoje a saudade me alcançou...
chegou assim, em cor marrom!
Deitou-se em minha cama e abraçou-me forte,
fazendo meu peito quebrar , numa musica sem compasso!
Retive em mim a ultima gota de suor ,
que teimosa me descia pelas costas!
Me senti amorfa e sem rumo...
Deitei no chão e deixei que ela me estrangulasse
a palavra que se fazia em mim!
Medi as horas e ao passar do meio dia,
desafiei-a a ir embora...
Na areia, de algum lugar que pisei, nem lembro
desenhei seu rosto sem rosto...
Escrevi depois um mapa de um sonho meu,
e me pus de volta ao meu ser,
que ansiava por ser liberto!
Passei um batom vermelho e dei adeus ao vento
que tudo leva e faz esquecer!!!


fatinha so fatinha!!!!

Canção de amor ...

Eu achei tão gentil teu coração batendo
que uni meu peito ao teu,
e entre suores e sussurrros
compus uma sinfonia para nós!
O ritmo foi o embalo de nosos corpos,
a melodia nossos gemidos mansos
a música teu nome pronunciado
em escalas e notas  diversas...
Compusemos uma canção a dois,
que só toca , quando unimo-nos
então ela alça voos , e extravasa
o limiar dos sons, e só nós dois ouvimos
ai cantamos nosss gemidos...
murmuramos nossa canção
e os nossos corações se tornam meninos livres
na hora exata de se fazerem inocentes
e dançarem a canção que compusemos!!!


fatinha , so fatinha ...