Anjo amado!!! Estou sozinha. No peito, a angústia da solidão, vai marcando a cadencia do meu coração. Um soluço amargo aperta-me a garganta como a estrangular-me. Como sempre, fujo para o lugar onde mais me encontro; praia deserta! Ando a ermo, mas por enquanto não me desnudo. Sinto porem, que preciso acalmar meu coração e ordenar minhas idéias. Sinto que meus coloridos e leves sonhos me escorrem entre os dedos... Procuro na difusa luz do luar, um pouco de claridade que possa servir de norte, para um caminho que não sei para onde me levará. O ,mar está revolto, acho que ele se agita sob a influencia da minha presença. Continuo a andar, o açoite do vento em meu corpo agredido não me machuca. Antes todas as agressões que eu viesse a sofrer, fossem como esses açoites, que ao invés de machucar tornam-me conscientes de minha presença no mundo. Busco um lugar onde possa aquietar meu corpo e meu espíri...
Paixão. E não é mais que um vocábulo escrito ao revés da solidão... Suspiros ... Cai e planta-se na terra santa do meu ser...coração! Vira poema as vezes sem poesia fantasia, longe de um sarau ah vendaval que me invade fantasia... e chora , ao despertar para um novo dia, agonia! Fatinha, só Fatinha...
Descontexto... Está fora do contexto, esse louco texto! Se tem pão a manteiga acabou Se tem chão... a luz apagou! E agora , como lido com o pouco , que sequer sobrou? Falta a nota musical que combine com o RÉ Por isso tanto faz se eu tomo, ou não, café! Tem notas partidas tem pouca comida tem barulho na avenida! Mas falta a fé, o feijão, o dinheiro , a paixão... falta até a máscara da ilusão! Ave Maria, assim não se consegue não! Pois é utópico pensar na dor é insensato pedir amor Nesse maluco mundo onde se planta flores de plástico, e alguém rir sem dentes e anuncia que é fantástico... Sentar na praça, perder a graça ou tão somente assistir o trem que transporta a massa! Fatinha, só Fatinha...
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