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sexta-feira, 22 de abril de 2011



Vida...

O dia acaba
a noite chega
a festa encerra
o medo aconchega!
É o mesmo vai e vem,
é o vento que passou
é a dor que continua
é o sonho , que não se sonhou!
Casa
aluguel
emprego
quartel
corpos suados
motel
conjugação
separação!
E a vida se fazendo
Sorrisos sem dentes
sorrisos sem cor
canções desconexas
que não falam de amor...
o que será que está acontecendo?
Meus medos são novos,
ou inventei-os agora?
Que nada , catei-os ontem
desde o aparecer da aurora...
E me chegam assim, assim
dizendo será que tudo está ruim?
Pinto agora um sol marrom
e o guardo
 na mesma gaveta de meus batons
quem sabe , ainda consiga
cantar a canção da vida
em um novo tom?


fatinha, so fatinha...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Rap, não sei do que...



Rap , não sei do que ....


To passando na avenida, louco povo
agitado...formigas se esbarrando,
carteiras sendo tiradas, roubadas?
descuidadas., meu irmão!
pensando o que ? é dia de trampo
e eu sou um cidadão...
a patroa tá em casa, tem criança pra cuidar
os que ficam no farol, num da para segurar,
tudo é muito caro...o cigarro , a gasolina
to contando com a grana da menina na esquina!

Final de mês ... nem sei o que fazer,
cantar um rap?não sei do que...


E os bacana, desfilam de carrão
na minha mesa , hoje nem teve pão!
filho chorando, sorrio pra parede
será que ele é colorido
ou ele é mesmo de cor verde?
No hospital, a senha acabou
cento e cinquenta, única senha que sobrou...
estranho ! o que é que houve , o guri ja se calou?!

Gente correndo , formando multidão,
pensei : menos um, para pedir pão!
coisa esquisita nunca senti assim...
me amarga o peito , uma sensação ruim!
vou na esquina preciso espairecer,
de repente uma carteira pra bater!
A vida continua todo mundo fala assim,
que consolo , ter vida e ter fim!

meu cigarro, apagado me diz ta tudo mal
vou ver o outro moleque , que deixei la no sinal!
a grana é necessária, hoje não da para faltar,
preciso de um caixão, para meu guri botar,
não tem desculpa, não tem explicação
esse é foi seu ultimo dia , nunca mais vai pedir pão!
Agora tudo feito , tudo consumado!
volto pro barraco , com a patroa do meu lado!
amanhã é outro dia, muita sorte eu vou ter..
pois é preciso sorte , pra poder sobreviver....


Fatinha, so fatinha

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fé..


É preciso crer , para ser inteiro
crer no pensamento
crer no mar
crer nos sonhos
crer no vento...
Pois, a festa acaba
o dia vem
o grito explode
e é tudo zen,
a alma cansa
o ouvido zumbe
o canto cessa
o amor sucumbe,
mas não se pode perder a fé!
A fé que empurra
a fé que destina
a fé que acasala
a fé que ensina
a fé dos segredos
a fé dos amantes
a fé do caminhar
ainda que errante...
Nos santos do dia
nas prosas gerais
nas preces que são feitas
por pobres mortais...
Nos hinos de glória
nas guerras banais
do cotidiano
de pessoas normais..
A fé que assimila
o pão com café
nas mãos que abençoam
um gesto de  fé!
Mais existem horas
que se   titubeia
que se desmorona
e sopra ao léu
como grão de areia
esvoaça ao céu!
E pra que não acabe
ou se afaste de mim...
que nasça e renasça
em meu interno
jardim!

fatinha, so fatinha...





quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quero escrever um poema...

Quero escrever um poema
que não seja inconstante
que não seja vulgar,
quero escrever algo que acrescente
e  queconjugue o verbo amar!
Que meu poema tenha norte
tenha cara
tenha chão...
Ou se o fizer feliz,
que ele alce voos,
feito balão!
Registre-se nesse poema
a felicidade , de poema ser,
com sua história
com seu tempo certo
com seu parecer!
Quero impresso em meu poema
meu sorriso
minha candura
meu testemunho
minha ternura,
meu verso pleno
minha paixão
meu sonho azul
minha emoção...
E se eu conseguir escrever esse poema,
louvores cantarei,
por ter conseguido em meu  poema,
contar o amor que desejei!


fatinha, so fatinha...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Não Quero...


Não Quero...                                                                                         

Não quero que me ames assim,
quero ser inteira
quero ser completa
sem nunca faltar
um pedaço de mim!
Por isso ,
não quero ciúmes
nem o teu pesar
o teu grito forte
ou teu reclamar...
Não quero ,
uma festa falsa
não quero
a repressão
não quero
 os desmandos bobos,
nem o medo insano
de um dia quem sabe
de ti mim perder,
numa multidão
Sou livre,
e assim ,eu quero ser,
sou sonho,
e assim ,quero  acontecer...
Por isso não quero
a gaiola dourada
a prisão que sufoca
a palavra travada
a  faca que corta...
Quero algo tão simples...
uma praia calma
um entardecer
uma brisa leve
ou um alvorecer..
uma palavra mansa
de fidelidade
que escreva em verso
ou até em prosa,
que amor só existe
tendo liberdade!!!


fatinha, so fatinha...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sinto falta...

Me falta algo hoje,
e eu nem sei o que é;
é a pedra do sapato,
o suspiro que não ouço?
a cachaça que acabou
é o prato sem colher?
Me falta algo,
 que em mim
ja não combina
mas a falta existe ,
e se existe, me azucrina...
por que, se dela sinto falta
é pois então, algo importante
falta de sonho
sonho sem  rumo
rumo errante!
Ah, sinto falta de algo
e essa falta me condena
sou inexata
sou informe
sou pequena...
Quisera eu , ao sentir falta
encontrar,
um rumo torto
uma bússola velha
que me guie
e me faça ,
essa falta suportar!

fatinha, so fatinha...