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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Novo ser...

Hoje , acordei de mim, de ti,
Acordei e procurei 
 novo sol
novo dia
novo sorriso
nova alegria
novo começo
nova poesia
novo encontro
nova magia...
Quis dar-me o sentido de ser de novo,
de nascer de novo!
Dei adeus ao velho livro 
que tudo receita
que tudo aceita
que tudo endireita..
E acabei vendo o novo
que me acena
não me condena
não me deixa ser pequena...
Decidi assim ser , nesse novo ser,
poesia e sorriso
livro aberto, colorido
e um sonho complacente
que deseja ser vivido!


fatinha, so fatinha...








Amigos São Poemas...

Amigos são poemas escritos com amor...
são versos completos
com cheiro e cor...
São asas, de anjos
a nos carregar
são colos macios
a nos confortar!
Amigos são poemas , de cunho perfeito
amigos , são jóias
guardadas no peito!
Amigos , são poemas , com aroma de flor
amigos , poemas
de rimas sagradas
que falam de amor!


fatinha, so fatinha...

para minha amiga Nane...com carinho e amizade eterna !

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pelo avesso...

Numa noite de tédio
ele voltou pra casa!
Procurou pela mulher
numa busca angustiante,
ah , ela tinha fugido com um amante!
Deitou-se para descansar
mas  logo,  caiu do sofá!
Resolveu fazer poema,
foi então ver a lua...
a chuva caia fininha
pelo tempo, pela rua!
Procurou em seus guardados
velhas cartas de amor
as traças haviam comido
e na gaveta , só bolor!
A roupa estava rota
o carro tava enguiçado
a filha trancada no quarto
chorando pelo namorado!
O gato sequer ronronou
ao passar-lhe sua mão
de mansinho, o felino
escapuliu para o porão!
sem mulher
sem lua
sem paixão
sem poema
sem tesão,
sem amor
sem cartas
sem condução,
sem gato
sem trato
sem nada
sem estrada
sem esperança
sem lembranças...
Resolveu então, fazer nova dança!
Saiu pelas ruas ,
entrou num jardim
e roubou rosas de cor carmim
 e as deu para si!
Cantou operetas 
, sem saber cantar
por fim  esbarrou
na porta de um  bar...
com operetas
com jardins
com rosas pálidas
de cor carmim
com nova dança
com esperança!
Feliz , ele bebeu fantasia
escritas nas flores que ele trazia
flores roubadas enfim,
que lhe afirmavam , 
nem tudo está ruim!
Acabou a bebedeira
 em uma delegacia
afirmando com certeza,
que o mundo acabaria...
profetizou sobre o sol,
profetizou sobre a lua,
e chamou a mãe do guarda de perua!
Depois dormiu
o sono dos justos
dos inocentes
dos indecentes
dos que estão dementes
sem mentes
doentes!
Enfim,
sono suave
sono da morte
sono sem fim!

fatinha, so fatinha...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

minhas bonecas...



Ganhei tres bonecas lindas
presentes de amigas minha,
dei-lhes nomes com amor, 
Elieth,Nane e Fatinha!
São em tudo diferentes
mas gosto de todas por igual
a Elieth é arteira
a Nane é a marrenta
e Fatinha é sensacional!
pois ela adora sorrir
vive sempre a gargalhar
de longe todos escutam 
o seu: kkkkkkkkkkkkkkkk....
Elieth é minha amiga,
quase mãe, posso dizer
ela me cuida , me zela
eu sou o seu bem querer!
Nane é uma boneca marrenta
me gosta no coração
mas mesmo ela me amando
ela me dá muito carão!
Briga pra eu ir ao médico
briga pra eu almoçar
mas ela canta pra mim
na hora que vou nanar!
Gosto das tres por igual
cada uma a seu jeito
mas todas elas , eu juro
eu guardo dentro do peito!


Pra minha filha, Florzinha...com todo o amor de suas mães: Fatinha, nane e Elieth...

 

Tu poema...


Tu passeias no meu verso de amor
poemizo um rabisco que fala de flor!
Ah , poema humilde , no desejo de encantar
procuro rimas
uso palavras
descubro sons
que ajudem a poemizar!
Mas tudo isso , é pouco ou nada
és verso sempre no poema 
que crio na madrugada
poema, simples poema,
mais nada!


fatinha, so fatinha...



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quero...

Quero um pedaço de queijo
do lado esquerdo da lua...
Quero cantar em uma praça
fazer piruetas na rua!
Quero ser livre até,
o dia de hoje chegar
bailarina , livre e solta
na vida tola, a bailar!
Quero saber do outro dia
somente o que me importar,
ser solução , fantasia...
e sempre poder sonhar !
quero pés firmes no chão
mas a cabeça na lua,
nos dias pelo avesso
quero saber que sou tua!
Quero na calma da tarde
repousar em teu regaço
quero encontrar meu refugio
na pureza de teus braços,
quero sorrir com os olhos
a cada pensamento meu
sabendo que eu sou tua
e que meu coração é teu!

 quero saber que ainda posso
escrever como escrevia
pro sol meu baião de dois
pra  lua minha poesia!
Quero dizer ao fim de tudo
 que sou do sonho a canção
grafada com letras firmes
jamais borrada por lágrimas
escritas por minha mão!


fatinha, so fatinha.......

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Resumo


Qual folha que vaga sem rumo e sem vida
No espaço perdida sou eu a vagar
Qual chuva correndo nos olhos do tempo
Nos mares crescendo sou a chorar
Qual sombra da noite de um céu nevoento
Que canta tristeza sou eu a cantar
Qual mente que vai aos pés do infinito
Gritando, gritando, sou eu esse grito

Eu sou o consumo de um sol sem calor
Enfim sou resumo do riso e da dor
Eu colho a tristeza em forma de flor
Na paz da certeza onde canta o amor

Qual sombra da noite de um céu nevoento
Que canta tristeza sou eu a cantar
Qual mente que vai aos pés do infinito
Gritando, gritando, sou eu esse grito

Qual sombra da noite de um céu nevoento
Que canta tristeza sou eu a cantar
Qual mente que vai aos pés do infinito
Gritando, gritando, sou eu esse grito

Qual folha que vaga, sem rumo e sem vida
No espaço perdida sou eu a vagar
Qual chuva correndo nos olhos do tempo
Nos mares crescendo sou a chorar

Qual sombra da noite de um céu nevoento
Que canta tristeza sou eu a cantar
Qual mente que vai aos pés do infinito
Gritando, gritando, sou eu esse gri
to 
De Tanto Amor

Ah ! Eu vim aqui amor só pra me despedir
E as últimas palavras desse nosso amor, você vai ter que ouvir
Me perdi de tanto amor, ah, eu enlouqueci
Ninguém podia amar assim e eu amei
E devo confessar, aí foi que eu errei
Vou te olhar mais uma vez, na hora de dizer adeus
Vou chorar mais uma vez quando olhar nos olhos seus, nos olhos seus
A saudade vai chegar e por favor meu bem
Me deixe pelo menos só te ver passar
Eu nada vou dizer perdoa se eu chorar
Roberto Carlos
Anjo amado!!!

Estou sozinha. No peito, a angústia da solidão, vai marcando a cadencia do meu coração. Um soluço amargo aperta-me  a garganta como a estrangular-me. Como sempre, fujo para o lugar onde mais me encontro; praia deserta! Ando a ermo, mas por enquanto não me desnudo. Sinto porem, que preciso acalmar meu coração e ordenar minhas idéias. Sinto que meus coloridos e leves sonhos me escorrem entre os dedos... Procuro na difusa luz do luar, um pouco de claridade que possa servir de norte, para um caminho que não sei para onde me levará.
O ,mar está revolto, acho que ele se agita sob a influencia da minha presença.
Continuo a andar, o açoite do vento em meu corpo agredido não me machuca. Antes todas as agressões que eu viesse a sofrer, fossem como esses açoites, que ao invés de machucar tornam-me conscientes de minha presença no mundo.
            Busco um lugar onde possa aquietar meu corpo e meu espírito. Encontro quase à beira-mar, uma velha jangada largada. Sua cor a muito se foi, a vela está rasgada e resta-lhe apenas umas poucas tiras de pano velho e puído. Na lateral, uma frase escrita em letra sem muita firmeza, nem floreios; meu amor, eu te amo!Leio tudo com um olhar triste de quem envelheceu muito nas primeiras horas dessa noite. Sento-me no chão recostada na velha jangada e solidarizo-me com sua solidão. Imagino quantas noites ela foi lançada ao mar, por um intrépido pescador cheio de sonhos. Que na busca por seu sustento, singrava o mar numa aventura perigosa, mais necessária. Enquanto sonhava com sua amada, que em uma cama humilde, mas aconchegante o esperava para o amor!
            Essa noite é assim que me sinto, tal qual a velha jangada, sem cor e solitária. E tal qual o pescador eu me sinto  singrando as tormentas do meu coração.
            As lembranças de minha vida me vêm em turbilhão. Algumas eu não gostaria jamais de lembrar. Estas, no entanto, batem insistentemente na porta de minhas retinas, como a me mostrar meus eternos pecados.
            Penso então na solidão  de tantas coisas: a solidão do bravo pescador, numa noite sem luar. A solidão de um feto que está para ser expulso de um ventre, num terrível ato de aborto. Na solidão de uma boca sem alimento. A solidão de um velho mendigo que perambula pelas ruas. A solidão da solidão...
            Continuo meu calvário, meu peito se rompe, se abre em lembranças e pensamentos  que continuo querendo conter. Hoje, no entanto as comportas se rompem  e todas as minhas dores e desilusões se esvaem,  em forma de lágrimas.Agora, o soluço já não trava mais a garganta. Antes, desata o nó que amarrava minhas dores... Soluço alto, forte, sentido, doído!
Aos poucos meu peito acalma, percebo que minhas lágrimas escorrem para se encontrar com o mar. Fico feliz, serei parte dele!
            Agora, aliviada de toda essa dor, ando pela praia, mas ainda me resta um peso: a roupa. Desnudo-me e sou eu por inteira de novo!
Vagarei pela praia essa noite. Procurarei um sonho, um sonho que há muito se faz presente em minha vida: você!Te procurarei e esperarei em noites sem fim, sei que um dia virás.Tuas asas , deixarão de ser um sonho e serão para sempre meu refúgio!Te esperarei!


...e na longínqua noite em que tudo foi criado, foi escrito uma historia em que um dia um anjo me encontraria e comporia comigo todas as historias de sonho e de amor...


 fatinha, so fatinha



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Historinha curta!

Luiza apaixonou-se por João e viveu fantasia,
conversou com o espelho
dançou feito bailarina,
e fez poesia...
Poesia fraca talvez,
 sem rima , 
sem métrica
um pouco patética
mas fez!
João, apaixonou-se por Luiza
tomou cachaça
dançou na praça
fez discursos que so bêbado faz
e achou que era capaz
 de atravessar a rua,
morreu atropelado por uma perua!
Luiza , chorou  e borrou a maquilagem
mas logo pra Paris comprou uma passagem
Mas, antes de partir , foi visitar João
em sua lápide , onde está escrita á mão:
Repousa em paz , nobre rapaz!
E os parcos versos , não lhe escreveu mais!
Agora Luiza, canta e dança
nas noites francesas
e  toda sorte de amor lhe vem a mesa
mas cuida para que não bebam , 
ou tentem discursar...
e ao atravessar a rua , que seja uma Ferrari  a lhes encontrar!


fatinha, so fatinha...

Dia de sempre...

A vida se encarrega de nos apresentar as aventuras que nos proporcionam  a dimensional arte de viver.Assim, fazemos ou não festas a cada poesia , a cada sonho.
            E por falar em sonho,   outro dia, alguém me falou que uso desmedidamente a palavra  sonho e questionou-me o por que.Sorri meio como resposta e deixei a pergunta no ar.Ainda estou tentando encontrar a resposta , mas sei no íntimo o por que de gostar tanto de sonhos.Acho que gosto de pensar que sempre temos algo a realizar, algo a ser vivido, não fosse assim, a vida passaria despercebida e isso é algo que não deixo acontecer.Acho até que comecei a escrever isso, para poder deixar entrever a necessidade que tenho em observar o que acontece ao meu redor, do contrario, eu não perceberia a vida que se faz a minha existência.
            Gosto de sentir e ver as pequenas coisas, os pequenos atos , tipo:uma florzinha silvestre que insiste em crescer no meu descuidado quintal e resiste as intempéries,. Como a querer dizer-me: estou aqui, faço parte de sua história.Observo o Sol que desponta e infiltra-se pelas venezianas da janela de meu quarto, a pequena aranha , que teceu uma linda teia , com linhas multicores , em um  velho cajueiro no quintal de minha vizinha e que há muito convive com o tempo, casando sua existência com o vento que a balança e faz dormir um sono aracnídeo de felicidades.
            E assim, vivo a expectativa do observar e existir mediante os fatos que me acompanham... Nesse observar constante dos ritmos, sons e imagens que compõem a vida.
            Nesse transitar de informações, embeveço-me em observar o  dia de sempre, que todos os dias apresenta-se em nuances diferentes, apesar de aparentemente ser igual ao dia de ontem!
            Faço costumeiramente, uma pequena caminhada até meu trabalho. São meros cinco quarteirões. Posso afirmar, que os percorreria de olhos vendados sem perigo, de perder-me ou mesmo de acidentar-me, de tão familiar que o caminho me é.Reconheço , sem estar perto o cheiro da terra, a cor do dia , a disposição das pedras, a paisagem meio que mistura de cidade e campo..com uma pequena ponte que corre sobre o rio Maranguapinho, ladeada de verde , o gado criado num pequeno terreno , que muge triste sua canção em tom de lamento,as galinhas soltas nos terreiros , gatos vadios criados a ermo...Nesse observar também estão os já quase amigos do dia de sempre, falo assim por vê-los todos os dias , a mesma hora , transitando o mesmo caminho tal qual eu faço.
São mães com crianças sonolentas e chorosas por que vão a escola, pessoas em paradas de ônibus, bêbados de ontem, donas de casa varrendo suas calçadas e parando para socializar a última conversa da noite, o padeiro , talvez já em sua décima entrega de um pão , que há tempos deixou de ser quentinho .As vezes , estou sozinha, em outras acompanhada ...mas mesmo assim nunca deixo de observar a vida se fazendo, não numa repetição de fatos, mas numa ciranda mágica , numa alquimia única que transforma o simples no inédito, que é a vida!
            E assim, paisagens e pessoas se tornam familiares e assumem um papel importante , ainda que não perceptível em minha vida.Chamo a isso , laços , sem enlace...é uma espécie de adorno que dá-se  a vida,  sem perceber que tornou-se não algo importante, mas algo que existe, está incluso em sua vida.Se assim falo é por que hoje sei, e constato que há muito essa paisagem-gente que observo no dia de sempre, já faz parte de minha vida, minha rotina...não observar meu caminho, a canção do mugido do gado, é não perceber que mais um dia se faz...que mais uma poesia foi escrita na página de minha vida.E são pedaços hoje que fazem parte desse pequeno mundo que transito diariamente . e quando algo muda , me fere a visão, me embaça os sentidos , me furta coisas de minha paisagem que tanto muda , mas que só eu percebo.
            Agora enquanto escrevo, lembro de alguém que por tanto tempo fez parte de minha paisagem: uma senhora já anciã, talvez não tão avançada na idade, mas senil. Sempre sentada em  sua calçada a banhar-se com a luz e o calor do Sol. O sorriso suave dos que não percebem mais a vida passar, a palavra sem nexo, dirigida a qualquer transeunte, o pensamento perdido que levava-a a quilômetros de sua existência.Nunca me faltou com um bom dia , um sorriso , ou um simples aceno de mão.E mesmo, quando estava ausente em seu absorto pensamento , eu percebia que de longe ela me sorria , cumprimentando se não a mim, mas o dia de  sempre.
            Dona Maria do Socorro, companheira de paisagem por muito tempo.Um dia , ausentou-se da paisagem, senti-lhe a falta de imediato.Soube por outros integrantes da paisagem que ela sofrera um enfarto e estava muito mal , numa sala de UTI.Esse dia , como que proposital o gado mugiu mais triste, os carros buzinaram menos , a socialização das conversas da noite meio que pararam , o padeiro não fez seu anuncio habitual.Na volta do trabalho, fui saudada com a informação que dona Maria do Socorro, havia partido...seu tempo na calçada findara...Apesar de chorar fácil, não consegui chorar por isso.Creio que por que fiquei a imaginar-lhe em seu eterno sorriso inocente, dos que não percebem além da beleza das rosas.E sem que ninguém percebesse olhei para o alto e saudei com  um adeus, que podem crer não foi o último, pois ela continua a fazer parte de minha paisagem e ainda sorrir-me e acena , quando eu faço minha rotineira caminhada para o trabalho e aprecio mais uma uma vez, o encanto do dia de sempre!


fatinha, so fatinha 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Qualquer dia ...

Qualquer dia desses espero que apareças
porei roupa nova , de vistosas cores
dentro do ármario , esconderei minhas dores!
Na sala, flores no vaso...
 no quarto luz de cetim
no corpo cheiro de flores
na boca uma cor carmim!
Os fantasmas que assombravam
deixarei no corredor
sem medo de encara-los,
sem medo de sentir dor!
Os poemas que te fiz,
deixarei a tua mão
esconderei os que tem choro
so coisas do coração!
Qualquer dia desses , espero que apareças
darei-te um mapa para que jamais esqueças,
do caminho de casa,
da trilha certa, do chão..
e das marcas vívidas , desse tolo coração!


fatinha, so fatinha...


Desenho incompleto...

Sou desenho incompleto de mim,
falta-me um pedaço, que me faz falta...
aquela parte que me faz ser assim...
Por isso hoje me sinto "capenga"
Se me falta um pedaço, estou incompleto
meu sonho vem pela metade
meu sorriso em metade vem
minha poesia se dá a toa
os versos não soam bem!
me falta uma centelha na alma
me falta um que de mistério
me falta um pedaço da carne
me tornando um ser estéril!
meu desenho de mim ,está incompleto!


fatinha, so fatinha...


E a lua apareceu...

E a lua apareceu...
acolhi -a  em risos de criança
bati palmas , em altos tons
fiz pirraça , trapaça e dança!
Do meu plantão de novelista das oito
sai e fui admira-la, 
bonita,
leal
azul 
sensual,
melancólica
altiva
útopica!
Reviste-me com ela de esperança infantil
sonhos de dragão preso nela
sonhos de moça na janela!
Ah, lua adversa , nostalgia
que me encanta , me seduz a luz do dia,
que me impulsiona a escrever tola poesia
guarda-me no encanto que emana
velas o  meu sono não me engana,
tens grande prazer em ver-me, insana!


fatinha so fatinha...



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Palavras...

Reuni palavras em um papel
tanta letra, tanto símbolo...
e eu só queria dizer-te algo simples,
simples
         simples
                    simplesmente , dizer-te:eu te amo!

                 fatinha, so fatinha...


Poema preguiçoso...

Esse poema inicia-se no sono leve
que eu tiro no sofá!
Passeia em meu corpo de preguiça, 
respinga versos em meu  dorso suado
e saltita na ponta de meus dedos,
sem medo,mas...
que de dormir estão cansados
a procura da rima que não tem,
que não vem!
Poema de preguiça,
 poema preguiçoso!
Passeia em minha pele
e escorre sempre em meu corpo!
não tem méritos, 
não tem cobiça,
mas tem preguiça...
Não quer papel de destaque 
nos livros de alguma estante,
não quer romper-se em lágrimas
nas histórias dos amantes...
Quer ser o que simplesmente é,
preguiça pura, na existência
 de ter sido criado em uma hora que eu 
estava a cochilar , 
na sala , no sofá,
pensando em nada e vivendo o ócio
do qual as vezes sou sócio!
Numa   tarde de outono...
tarde quente , sem dono!
Por isso fez-se assim,
meio rançoso e  inescrupuloso
em dizer-se preguiçoso!

fatinha, so fatinha...



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Não sei..

Não sei ser assim a certeza do meu ser...
Hoje quero muito , amanhã , se foi com a lua..
quero encontrar-me então e conhecer-me!
Saber de meu suspiro, de meu retiro,
da minha cor, da minha dor...
Quero saber e saber, do que sou
do que vou ser...na noite que chega
na valsa que toca...
canto ou danço?Rio ou choro?
por que deixei de pertencer-me?
Por que deixei de conhecer-me?
Fostes , então em minha vida,
mais importante que eu? Que meus sonhos?
que meus versos? que ja não sei aonde os ponho...
Quero saber da  exata cópia , do que sou!
Quero minha hora marcada, meu calendário de volta
minha rosa  de plástico, meu marcador de livro
minha boca molhada.meu sorriso de festa...
minha mágica de viver, pois disso tudo preciso
depois de tudo no canto, te chamo e tudo fará sentido!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Silencio...

O silencio se faz , e eu encontro a voz....
retida, contida , detida
 na palavra que ontem pronunciei!
Despedida de mim , de ti, de nós!
quem sonhou o sonho do pra sempre?
Ah, inteira história de pedaços de uma noite...
o vento levando em seu ar , movimento
sentimento, juramentos....
Lágrimas esquivas, furtivas,evasivas...
dadas por nós, a nós...
incerteza das inexatas respostas
buscadas, encontradas, declaradas...
E no fim do anoitecer, lua distante sonolenta
fugindo, sumindo, se despedindo...adeus!

fatinha, so fatinha...