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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pelo avesso...

Numa noite de tédio
ele voltou pra casa!
Procurou pela mulher
numa busca angustiante,
ah , ela tinha fugido com um amante!
Deitou-se para descansar
mas  logo,  caiu do sofá!
Resolveu fazer poema,
foi então ver a lua...
a chuva caia fininha
pelo tempo, pela rua!
Procurou em seus guardados
velhas cartas de amor
as traças haviam comido
e na gaveta , só bolor!
A roupa estava rota
o carro tava enguiçado
a filha trancada no quarto
chorando pelo namorado!
O gato sequer ronronou
ao passar-lhe sua mão
de mansinho, o felino
escapuliu para o porão!
sem mulher
sem lua
sem paixão
sem poema
sem tesão,
sem amor
sem cartas
sem condução,
sem gato
sem trato
sem nada
sem estrada
sem esperança
sem lembranças...
Resolveu então, fazer nova dança!
Saiu pelas ruas ,
entrou num jardim
e roubou rosas de cor carmim
 e as deu para si!
Cantou operetas 
, sem saber cantar
por fim  esbarrou
na porta de um  bar...
com operetas
com jardins
com rosas pálidas
de cor carmim
com nova dança
com esperança!
Feliz , ele bebeu fantasia
escritas nas flores que ele trazia
flores roubadas enfim,
que lhe afirmavam , 
nem tudo está ruim!
Acabou a bebedeira
 em uma delegacia
afirmando com certeza,
que o mundo acabaria...
profetizou sobre o sol,
profetizou sobre a lua,
e chamou a mãe do guarda de perua!
Depois dormiu
o sono dos justos
dos inocentes
dos indecentes
dos que estão dementes
sem mentes
doentes!
Enfim,
sono suave
sono da morte
sono sem fim!

fatinha, so fatinha...

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