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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Tudo Passa!?

E eu aqui a dedilhar
as  contas gastas 
de meu velho  terço.
Vez ou outra me perco,
enquanto tento lembrar 
a ladainha de meus versos,
padeço!
São ais, contidos,
de sons partidos,
acúmulo de emoção!
Espera eterna
do passar do tempo,
ou expiação?
Pois, passa o tempo,
passa o inverno,
passa o efêmero
passa o eterno...
E a máquina  temporal
avançando ( tic-tac, tic-tac!)
comandando o vendaval!
certifica que tudo passa,
que tudo esgaça...
A dor se vai,
o sorriso escorre,
retorna a dor,
a vida corre...
Assim mesmo,
todos os dias 
desse louco tempo
continuo a receber
a conta da luz
o aumento da pão
o reclamar do vizinho
pelo latido do  meu cão....
E o monótono tic tac
constatando,do tempo a conclusão!
Que deixa por ai registrado
impresso em algum rascunho
uma velha ilusão!
somente um amor que tive
e o vento  soprou pra longe
mas, hoje repousa calado
num  poema ,solidão!

Fatinha , só Fatinha...




segunda-feira, 24 de abril de 2017

 Descontexto...

Está fora do contexto,
esse louco texto!
Se tem pão 
a manteiga acabou
Se tem chão...
a luz apagou!
E agora , como lido
com o pouco ,
que sequer sobrou?
Falta a nota musical
que combine com o RÉ
Por isso tanto faz 
se eu tomo, ou não, café!
Tem notas partidas
tem pouca comida
tem barulho na avenida!
Mas falta a fé,
o feijão,
o dinheiro ,
a paixão...
falta até a máscara da ilusão!
Ave Maria, assim não se consegue não!
Pois é utópico
pensar na dor
é insensato pedir amor
Nesse maluco mundo
onde se planta flores de plástico,
e alguém rir sem dentes 
e anuncia que é fantástico...
Sentar na praça,
perder a graça 
ou tão somente 
assistir o trem que transporta 
a massa!

Fatinha, só Fatinha...

Minha alma

Na calma de Minha alma 
Calada, me aquieto
Sou só um soluço
da alma, confesso!
Num breve instante 
escrevo uns  versos 
repletos de anúncios vazios.
Sussurros dormentes,
pecados indolentes...
Pobres ilusões tardias.
resquícios  de uma alma vazia!
Pés cansados,
Mãos contritas...
que sequer  me acenam 
com uma parca  utopia.
que agonia!
Por isso, soluço entalada.
Tentando encontrar uma estrada...
Na calma de  Minha alma, poesia!

Fatinha, só Fatinha