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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

 Sem  você!!!!


Tentei tirar você de meu pensamento
escrevi cartas,fiz poesias
e minhas palavras soltei-as ao vento!
Mas, você continuou aqui
em meu quarto
meu silencio
em minha canção
na febre da cama
pra meu grande tormento!
Tentei não sonhar você
nas noites tardias
na calma da lua
com sua magia!
Mas a febre veio
e veio a invasão
da ausencia do corpo
do afago da mão
da pele sem tato
da fome no prato
certeza -razão...
meu corpo sem ti
é pura ilusão
sem ti, minha alma
é só solidão...
por que tua pele
faz parte da minha
e estando sem ela
sou feto sem ventre
sou planta sem chão...
e me perco em caminhos
e me perco de mim
divago em meus sonhos
e morro no fim...


fatinha, so fatinha...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Retrato.....

Pela porta entreaberta vejo seu retrato,
seu cismar de olhos
seu sorriso torto
sua voz em canto...
no canto do meu quarto!
Retrato velho-novo
do dia de ontem
com cor de poesia guardada,
em sussurros de amor
na primeira hora da madrugada!
Retrato que desenho e escrevo
com as mãos
com os lábios
com os sentidos
impressos todos no meu juizo,
de quimera vã
desenhado em meados das manhãs
em tinta fresca , pré fabricadas
em meu divã!

fatinha,so fatinha...
Desencontro...

E no canto da noite 
a gente se viu
a gente se amou
a gente sorriu
a gente gozou
a gente floriu...
O poema se fez 
e o canto se ouviu
a estrela brilhou 
o mundo aplaudiu
e a gente pensou 
que era feliz!
E no canto do dia 
o olho se abriu
a febre chegou
a noite partiu 
o choro se fez
o peito explodiu
a dor se espalhou 
o amor sucumbiu
e a gente entendeu
que o amor se esvaiu!

fatinha, só fatinha...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Meu poema...




Queria fazer um poema
velho, novo, usado,
de rima inteira, de cor sincera
mas , que não fosse machucado!
Que falasse da menina
que ficava  na janela
que sonhava com um príncipe
que gostava muito dela...
Nem precisa ser esnobe 
o poema que eu quero,
como já anunciei ,
so precisa ser sincero!
Queria  um poema de rimas ricas
de uma canção....
poema de sonhos 
de amor colorido
de fala macia
escrito numa tarde
de descontração!
Quentinho do Sol
com sabor outonal,
poema de amor
em tom virginal,
Mas, meu poema não vem
e escrevo a toa
procuro um encontro
com rimas quebradas
e até me magoam!
Por isso, por hora,
me fecho em versos
quem sabe outro dia
eu encontre o poema 
escrito ao inverso!


fatinha,so fatinha...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Desejo...

Vou assim chutando latas
passo na rua dos sonhos
e desato-os de suas obrigações
ilusões
sermões
emoções...
Gargalho a passagem livre
do pensamento pecaminoso
que horroroso!
Sua verdade , verdadeira
é  ser pecado
no desejo que eu sinto por  você
quando salivo ao ver-te
em branca e inocente luz
no reflexo de tuas pupilas.
menino bonito,
com cheiro e aroma de amor...
de onde sobressai meu desejo
de em teus braços aninhar-me
encontrar-me
encantar-me...
Seduz-me assim
na mansa fala,
no olhar sereno
que insinua e retrai-se ao desejo meu...
que compactua e desata os gostos
que apuro ao teu sabor
gosto de amor
que ainda se esconde
na candura, branda e calma
em que me acolhes
e em noite de lua me diz
fica, e se faz em mim sem demora
e da ultima estrela , que faz-se no céu
não queira saber a hora!


fatinha, so fatinha...

domingo, 15 de maio de 2011

A flor do Dia...



Hoje colhi a flor que eu tanto queria...
fiquei a me perguntar a quem eu ofertaria!
Trabalho muito , faço força pego peso
isso é arremedo, vivo com medo!


medo , sou arremedo 
sou exclusão
sou somente número na televisão!

A infância que a vida
 deveria ter para mim,só me mostra 
coisa ruim...não posso jogar bola
pião , nem papagaio... 
quase num vou a escola 
saio cedo pra trabalho!
Na feira são as  sacolas ,
 depois vou a estação
não dá tempo nem  pra ver televisão...
no sinal, vendo uns bagulhos,
 ate peço por favor
nem como criança , brinco de ser doutor..
Na escola a merenda alivia ,um pouco dia.
também recebo um sorriso da Maria!
Será que algum dia ela comigo casaria?
A professora, nos manda estudar,
é preciso aprender para poder trabalhar!
Mas que bobeira , que ilusão...
eu trabalho todo dia , la na feira e na estação...



ando sujo, sou pivete
pois trabalho , mas ,ainda sou moleque!

Tenho dó do que percebo, 
apesar de ser criança,
a professora ta perdendo a esperança...
seus olhos não sorriem com alegria...
ja descobri a quem darei a flor do dia:
entrego a  ela , e ela sorri...
mas não tem emoção!
seus olhos embaçados 
, ate pedem perdão,
ela sabe que eu sei ler,
 o que lhe vem ao coração!
Hora de ir  embora, a cena terminou...
ai pergunto: Maria casa comigo
se um dia eu for doutor???


fatinha, so fatinha...



Menina...

Seu corpo nega sua idade
sua idade nega seu prazer...
sorriso onde se esconde?
os sonhos perdem-se de você!
A boneca está encostada,
será que com ela brincou?
fantasia de contos de fadas,
por que dela se afastou?
No corpo que hoje ofertas
menina virginal pareces
sequer tu tens a malicia
no sexo que tu ofereces!
O sangue que teu corpo verte
ainda te causa rubor
o amor que ainda não conheces,
em que prece, ele ficou?
Ah menina , pequena criança!
te entregas sem saber enfim..
que os corpos que o teu procura
te usam , te tiram os sonhos
e te abandonam no fim!
Desejo que voltes  a infância
e de casinha ainda venhas a  brincar
e oro para que um dia ,
tu voltes menina a sonhar!!!


fatinha, so fatinha...


Para A . C... 12 anos , idade dos sonhos de contos de fadas...(sera que ainda existem?) que me fez chorar ao me contar sobre sua vida sexual ativa...com garotos da mesma idade q ela ...e com homens que dela se aproveitam....

sexta-feira, 22 de abril de 2011



Vida...

O dia acaba
a noite chega
a festa encerra
o medo aconchega!
É o mesmo vai e vem,
é o vento que passou
é a dor que continua
é o sonho , que não se sonhou!
Casa
aluguel
emprego
quartel
corpos suados
motel
conjugação
separação!
E a vida se fazendo
Sorrisos sem dentes
sorrisos sem cor
canções desconexas
que não falam de amor...
o que será que está acontecendo?
Meus medos são novos,
ou inventei-os agora?
Que nada , catei-os ontem
desde o aparecer da aurora...
E me chegam assim, assim
dizendo será que tudo está ruim?
Pinto agora um sol marrom
e o guardo
 na mesma gaveta de meus batons
quem sabe , ainda consiga
cantar a canção da vida
em um novo tom?


fatinha, so fatinha...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Rap, não sei do que...



Rap , não sei do que ....


To passando na avenida, louco povo
agitado...formigas se esbarrando,
carteiras sendo tiradas, roubadas?
descuidadas., meu irmão!
pensando o que ? é dia de trampo
e eu sou um cidadão...
a patroa tá em casa, tem criança pra cuidar
os que ficam no farol, num da para segurar,
tudo é muito caro...o cigarro , a gasolina
to contando com a grana da menina na esquina!

Final de mês ... nem sei o que fazer,
cantar um rap?não sei do que...


E os bacana, desfilam de carrão
na minha mesa , hoje nem teve pão!
filho chorando, sorrio pra parede
será que ele é colorido
ou ele é mesmo de cor verde?
No hospital, a senha acabou
cento e cinquenta, única senha que sobrou...
estranho ! o que é que houve , o guri ja se calou?!

Gente correndo , formando multidão,
pensei : menos um, para pedir pão!
coisa esquisita nunca senti assim...
me amarga o peito , uma sensação ruim!
vou na esquina preciso espairecer,
de repente uma carteira pra bater!
A vida continua todo mundo fala assim,
que consolo , ter vida e ter fim!

meu cigarro, apagado me diz ta tudo mal
vou ver o outro moleque , que deixei la no sinal!
a grana é necessária, hoje não da para faltar,
preciso de um caixão, para meu guri botar,
não tem desculpa, não tem explicação
esse é foi seu ultimo dia , nunca mais vai pedir pão!
Agora tudo feito , tudo consumado!
volto pro barraco , com a patroa do meu lado!
amanhã é outro dia, muita sorte eu vou ter..
pois é preciso sorte , pra poder sobreviver....


Fatinha, so fatinha

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fé..


É preciso crer , para ser inteiro
crer no pensamento
crer no mar
crer nos sonhos
crer no vento...
Pois, a festa acaba
o dia vem
o grito explode
e é tudo zen,
a alma cansa
o ouvido zumbe
o canto cessa
o amor sucumbe,
mas não se pode perder a fé!
A fé que empurra
a fé que destina
a fé que acasala
a fé que ensina
a fé dos segredos
a fé dos amantes
a fé do caminhar
ainda que errante...
Nos santos do dia
nas prosas gerais
nas preces que são feitas
por pobres mortais...
Nos hinos de glória
nas guerras banais
do cotidiano
de pessoas normais..
A fé que assimila
o pão com café
nas mãos que abençoam
um gesto de  fé!
Mais existem horas
que se   titubeia
que se desmorona
e sopra ao léu
como grão de areia
esvoaça ao céu!
E pra que não acabe
ou se afaste de mim...
que nasça e renasça
em meu interno
jardim!

fatinha, so fatinha...





quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quero escrever um poema...

Quero escrever um poema
que não seja inconstante
que não seja vulgar,
quero escrever algo que acrescente
e  queconjugue o verbo amar!
Que meu poema tenha norte
tenha cara
tenha chão...
Ou se o fizer feliz,
que ele alce voos,
feito balão!
Registre-se nesse poema
a felicidade , de poema ser,
com sua história
com seu tempo certo
com seu parecer!
Quero impresso em meu poema
meu sorriso
minha candura
meu testemunho
minha ternura,
meu verso pleno
minha paixão
meu sonho azul
minha emoção...
E se eu conseguir escrever esse poema,
louvores cantarei,
por ter conseguido em meu  poema,
contar o amor que desejei!


fatinha, so fatinha...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Não Quero...


Não Quero...                                                                                         

Não quero que me ames assim,
quero ser inteira
quero ser completa
sem nunca faltar
um pedaço de mim!
Por isso ,
não quero ciúmes
nem o teu pesar
o teu grito forte
ou teu reclamar...
Não quero ,
uma festa falsa
não quero
a repressão
não quero
 os desmandos bobos,
nem o medo insano
de um dia quem sabe
de ti mim perder,
numa multidão
Sou livre,
e assim ,eu quero ser,
sou sonho,
e assim ,quero  acontecer...
Por isso não quero
a gaiola dourada
a prisão que sufoca
a palavra travada
a  faca que corta...
Quero algo tão simples...
uma praia calma
um entardecer
uma brisa leve
ou um alvorecer..
uma palavra mansa
de fidelidade
que escreva em verso
ou até em prosa,
que amor só existe
tendo liberdade!!!


fatinha, so fatinha...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sinto falta...

Me falta algo hoje,
e eu nem sei o que é;
é a pedra do sapato,
o suspiro que não ouço?
a cachaça que acabou
é o prato sem colher?
Me falta algo,
 que em mim
ja não combina
mas a falta existe ,
e se existe, me azucrina...
por que, se dela sinto falta
é pois então, algo importante
falta de sonho
sonho sem  rumo
rumo errante!
Ah, sinto falta de algo
e essa falta me condena
sou inexata
sou informe
sou pequena...
Quisera eu , ao sentir falta
encontrar,
um rumo torto
uma bússola velha
que me guie
e me faça ,
essa falta suportar!

fatinha, so fatinha...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Era uma vez...

Era uma vez...

Era uma vez,
um poema frances..
falou tanta coisa
contou tanta história
falou de amantes
sem tempo sem hora,
se fez importante
em seu linguajar
falado em biquinho
mas não soube rimar.
Se fez pequenino
pois nunca encontrou
uma rima em frances
para o verbo amor!
Tentou esmerar-se
 fazer-se importante
na trova escrita
em longos rompantes
tentava encontrar 
a palavra certa
que desse uma rima
tal qual porta aberta
que leva no vento
a inspiração
que encontra na lua
a sua canção.
Era uma vez um
 poema frances
que tanto se fez
e perdeu-se na  rima
do , era uma vez...


fatinha, so fatinha...







terça-feira, 22 de março de 2011




Simples

 Simples é teu olhar
no meu olhar
ao se olharem...                           

Singelo, é tua boca 
na minha boca                                     
ao se encontrarem...

Simples é o teu corpo 
no corpo meu
ao se amarem...

Mistério,
é teu perfume
no meu perfume                                
a se misturarem..

Enigma,
é tua alma
na minha alma
a se fundir...

                                                     
fatinha, so fatinha...

quarta-feira, 16 de março de 2011



Eu Poema..

Sou poema em minha lua 
nova , cheia, minguante, errante?
não importa  a estação..
o poema está na palma de minha  mão!
Quando sonho , poemizo
e os versos , rimas e cores
sintetizo
profetizo
realizo...
Não quero riquezas
que me levem de mim
quero ser livre
num poema sem fim...
Quero sol , e lua
e como poema , poder andar nua..
numa tarde alegre
de alma a bailar
 ter um  gozo   pleno 
ao poemizar
 algo assim bem livre 
de todo pudor,
e numa noite virgem
num poema santo 
escrito em meu corpo
so falar de amor!

fatinha, so fatinha...           

sexta-feira, 11 de março de 2011

Homem...

 O Homem ...
De onde vem tanta dor,
natureza em desconstrução?
é medo
é grito
é choro
é caixão,
é garganta
é maresia
é o céu hoje
sem poesia...
Homem , ou Deus?
semelhanças tantas
que o homem se perde
em receitas,
que sequer são perfeitas
e eu aqui fico sem esperanças!
Novo tempo
combustão,
primavera sem comunhão
destrato
maltrato
ofensas
degradação...
e o planeta em bancorrota
sem ter próxima estação!
Do roubo do fogo
a roda criada,
do homem do campo
da pedra lascada
e o homem , evoluiu
já não respeita nada:
carro
gasolina
bonecas infláveis
cloro pra piscina
agrotóxicos
hormônios em demasia
festa de luxo
crack em bandeja de prata,
 cortesia,
café com pão
bocas sem dentes
robôs de luxo
virando gente,
e o crescente espetáculo
se anuncia:
senhoras e senhores
assistam hoje , mais uma vez
do planeta a agonia:
tsunamis,
terremotos,
desmoronamento
poxa , ta estragando meu apartamento!
Lágrimas de barro,
feição  distorcida
tem nada não...
no domingo
tem desfile na avenida!
É o show do século,
que a outro milênio não chegará
e a empregada nem tem hora pra parar!
E o homem satisfeito
em seu planeta-túmulo,
continua construindo absurdos,
e no sétimo dia , se deitará
só que com certeza
não haverá mais ninguém
para essa história ele contar!


fatinha, so fatinha...

quarta-feira, 9 de março de 2011

FATINHA,SO FATINHA...

MINHAS FASES...

Me encontrando


E assim começo a escrever
palavras tantas,
palavras santas
tantas e santas
que tenho medo de me  perder!
Copio trechos de dias idos
sem muita pompa
sem ter ruídos...
cantos e contos
de tudo aquilo
que foi vivido!
Quisera ter em minhas mãos
magia pura
pura magia
que escreve tudo ,
que lembra tudo,
de cada passo,
de cada dia!
E nunca esquece de uma canção!
Por que de tudo que hoje escrevo
tento encontrar meu coração!
Que foge sempre
quando rabisco
e sai em busca de boemia!
E assim  arrisco
enquanto escrevo,
de mim um pouco ,
ou quem sabe um tanto
num simples toque de poesia,
que me faz sempre
querer  fugir...
buscar em alguém
ou nas palavras
para algum canto
poder partir!
Porém me encontro
enquanto escrevo
sem muita pompa
sem muito apreço,
e aí  me arrisco
no que eu faço
por isso mudo de endereço!
Assim me encanto
horas me perco,
e está perfeito,
Pois escrevendo
até descubro
que tudo aqui
se paga um preço!
Horas sorrindo,
horas chorando
Eu me encontro
e então me aceito!


fatinha, so fatinha...

terça-feira, 8 de março de 2011

Canção para amar !

Anderson e Marciana...

Se amam a distancia
sem com isso se importar,
superam o tempo
suportam a espera
e se apoiam
no verbo amar!
Por que amar, é em tudo crer,
é nada temer
é se encantar,
assim se encantam
assim se amam
assim esperam
pra se encontrar!
Anderson , ama e respira amor
Marciana, ama e respira o aroma da flor...
Os dois aguardam, o tempo que for:
por esse encontro
por esse encanto
por esse canto
por esse amor!


fatinha, so fatinha...

para Anderson e Marciana...


Teus Olhos

E na noite lenta que se inicia
vejo o Norte de tua alma,
em teus olhos feito magia...
Aconchegas com a palavra
ouves quieto em sintonia!
E entre tudo ,ainda vejo
teu olhar feito melodia!
Olhar manso , de líquido verde
cor do mar, ventania...
olhos que libertam calma
libertam a alma, sereno dia...
Olhos de fabricar a lua
ofuscar o sol
criar fantasias...
olhos que permitem sonhos
permitem cores
permitem o dia!
E assim, nesse olhar de mago
encontro o céu, de poesia!

fatinha, so fatinha...


sexta-feira, 4 de março de 2011

Dia de fazer poemas...


Hoje é dia de fazer poemas!
Que saia o sol,
que cesse o ócio
da vida mansa
quero ser sócio,
sem pressa,
sem gula,
sem promessa,
sem a palavra
 que estrangula!
Por que , hoje é dia de fazer poema!
Dia azul
sem exaustão
dia de cheiros
dia de paixão,
dia mansinho
sem violência,
dia cantado
com inocência!
Pois se vou fazer poemas
é preciso ter decência
ser bem maior
que a competência...
Fazer da palavra escrita
algo bobo talvez,
mas que tenha a exatidão
que inexiste
nos poemas
nos poetas
nos amantes
nos lunáticos
seres vivos
não estáticos...
que absorvem no poema
 que hoje faço...
o teor do meu amor
em meu compasso!
Hoje é dia de fazer poema,
só falta  um tema!


fatinha, so fatinha...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cotidiano...

Do sabor de ontem , não guardo nada!
A festa ja vai longe
a lua ja sumiu
os bêbados se foram
na noite que partiu!
Os sinos não badalam
será que existem sinos?
Minha boca ta amarga
um gosto alcalino....
É  a sorte que  vai-se
a agonia que vem
a morte que chega
será que ela está bem?
o dia ta torto
o grito ta morto
a garganta partida
o trem de saída...
e o zig zag zig zag
dessa mente louca e sã
que acorda nos acordes matutinos
terras vãs...
que busca e  se perde nos caminhos
perfumados de maçã...
Ah, quisera , passar logo
essa louca esperança,
essa quimera...
e não ter espera!
pra que esperar?
pra que despertar?
vive-se preso no calabouço
do que se põe no pescoço,
gravata apertada,
palavra atada
papel
caneta
jornal
gaveta,
pastilhas
estômago
café
sem fé...
perdão
sem pão!
Ah, vida louca , louca vida
será que a palavra é suicida?
Quero agora, so a roupa despir
ainda bem , que nesse instante
eu não tenho que partir
até por que , perdi o trem,
e  amanhã , pela manhã,
não se preocupem,
se eu não acordar, estarei bem!


fatinha, so fatinha...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Lua e   Sol...

.
Lua e Sol ...se amam, muito
um amor tristinho assim...
ela noite , ele dia...
nunca chegam ao mesmo fim..
Fosse eu o rei do mundo...
com certeza mudaria...
e os poria bem  juntinho
em uma linda livraria..
num livro bem colorido
ali eu os encontraria...
ela encantando a noite
ele encantando o dia..
e um encontro entre os dois
com certeza existiria
nas histórias que eu conto
e nas minhas poesias!

fatinha , so fatinha....