Ciranda da Vida... Nesse vendaval meio louco estaciono , quase sempre em meio aos meus sonhos. Busco-os cotidianamente na hora em que o café , está à mão. E isso faço,sem sofreguidão... Mesmo que a todo momento eu lembre que faltou o pão. Corre um boato que a vida em grandes goles contamina desanima desatina... Bem, nem sei se isso é fato. Mas, o meu retrato que na parede do quarto está a desbotar. Me deixa preso me deixa penso a ensimesmar... Então observo a ciranda da vida louca e corrida a surgir e não parar. E a minha saída, É nessa ciranda entrar e valsar... Fatinha, só Fatinha...
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Retrato..... Pela porta entreaberta vejo seu retrato, seu cismar de olhos seu sorriso torto sua voz em canto... no canto do meu quarto! Retrato velho-novo do dia de ontem com cor de poesia guardada, em sussurros de amor na primeira hora da madrugada! Retrato que desenho e escrevo com as mãos com os lábios com os sentidos impressos todos no meu juizo, de quimera vã desenhado em meados das manhãs em tinta fresca , pré fabricadas em meu divã! fatinha,so fatinha...
conto
Momento E na noite que se faz longe te chamo te clamo... A lua me empresta seus ruídos, quase gemidos E numa opaca luz retorna a mim teu sabor, em tons sem fim... Das memórias longínquas me acendem os sentidos teus/meus e tão perdido estou que me vem o dissabor num salubre gosto nas águas que dos meus olhos caem. meus repetidos sons meus ais... A lua, me empresta um brilho opaco num sussurrar torto meio rouco. e por um breve instante te encontro te tenho. A lua se acende a imagem se vai retorna o tormento. Foi só um momento... Fatinha, só Fatinha...





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