Anjo amado!!! Estou sozinha. No peito, a angústia da solidão, vai marcando a cadencia do meu coração. Um soluço amargo aperta-me a garganta como a estrangular-me. Como sempre, fujo para o lugar onde mais me encontro; praia deserta! Ando a ermo, mas por enquanto não me desnudo. Sinto porem, que preciso acalmar meu coração e ordenar minhas idéias. Sinto que meus coloridos e leves sonhos me escorrem entre os dedos... Procuro na difusa luz do luar, um pouco de claridade que possa servir de norte, para um caminho que não sei para onde me levará. O ,mar está revolto, acho que ele se agita sob a influencia da minha presença. Continuo a andar, o açoite do vento em meu corpo agredido não me machuca. Antes todas as agressões que eu viesse a sofrer, fossem como esses açoites, que ao invés de machucar tornam-me conscientes de minha presença no mundo. Busco um lugar onde possa aquietar meu corpo e meu espíri...
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Paixão. E não é mais que um vocábulo escrito ao revés da solidão... Suspiros ... Cai e planta-se na terra santa do meu ser...coração! Vira poema as vezes sem poesia fantasia, longe de um sarau ah vendaval que me invade fantasia... e chora , ao despertar para um novo dia, agonia! Fatinha, só Fatinha...
Sou Poeta... Sou poeta de bar Sou poeta de rua, se a inspiração não vem, a culpa é minha ou tua? O bar, me inspira o samba-canção Na rua me inspiram os olhos que vejo em eterna ilusão! Sou poeta sem rima sem medida, sem preceitos Por isso o que escrevo nem precisa rimar direito. Preciso sim de inspiração, ou quem sabe respiração pois em goles sôfregos de pura fantasia, me apaixono pela solidão... Sou poeta de tantos sonhos vazios ou não... Sou poeta de olhos rasos da última dor , vivida na contra mão... Poeta de luas, de fases de amores errantes, de histórias antigas, em livros na estante... Ah poeta , de alma cansada de lágrima ressentida, de boca escancarada É isso que sou, poeta esquecido que a poesia, é meu único amor! Fatinha , só Fatinha





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