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quinta-feira, 3 de março de 2011

Cotidiano...

Do sabor de ontem , não guardo nada!
A festa ja vai longe
a lua ja sumiu
os bêbados se foram
na noite que partiu!
Os sinos não badalam
será que existem sinos?
Minha boca ta amarga
um gosto alcalino....
É  a sorte que  vai-se
a agonia que vem
a morte que chega
será que ela está bem?
o dia ta torto
o grito ta morto
a garganta partida
o trem de saída...
e o zig zag zig zag
dessa mente louca e sã
que acorda nos acordes matutinos
terras vãs...
que busca e  se perde nos caminhos
perfumados de maçã...
Ah, quisera , passar logo
essa louca esperança,
essa quimera...
e não ter espera!
pra que esperar?
pra que despertar?
vive-se preso no calabouço
do que se põe no pescoço,
gravata apertada,
palavra atada
papel
caneta
jornal
gaveta,
pastilhas
estômago
café
sem fé...
perdão
sem pão!
Ah, vida louca , louca vida
será que a palavra é suicida?
Quero agora, so a roupa despir
ainda bem , que nesse instante
eu não tenho que partir
até por que , perdi o trem,
e  amanhã , pela manhã,
não se preocupem,
se eu não acordar, estarei bem!


fatinha, so fatinha...

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