Total de visualizações de página

sexta-feira, 11 de março de 2011

Homem...

 O Homem ...
De onde vem tanta dor,
natureza em desconstrução?
é medo
é grito
é choro
é caixão,
é garganta
é maresia
é o céu hoje
sem poesia...
Homem , ou Deus?
semelhanças tantas
que o homem se perde
em receitas,
que sequer são perfeitas
e eu aqui fico sem esperanças!
Novo tempo
combustão,
primavera sem comunhão
destrato
maltrato
ofensas
degradação...
e o planeta em bancorrota
sem ter próxima estação!
Do roubo do fogo
a roda criada,
do homem do campo
da pedra lascada
e o homem , evoluiu
já não respeita nada:
carro
gasolina
bonecas infláveis
cloro pra piscina
agrotóxicos
hormônios em demasia
festa de luxo
crack em bandeja de prata,
 cortesia,
café com pão
bocas sem dentes
robôs de luxo
virando gente,
e o crescente espetáculo
se anuncia:
senhoras e senhores
assistam hoje , mais uma vez
do planeta a agonia:
tsunamis,
terremotos,
desmoronamento
poxa , ta estragando meu apartamento!
Lágrimas de barro,
feição  distorcida
tem nada não...
no domingo
tem desfile na avenida!
É o show do século,
que a outro milênio não chegará
e a empregada nem tem hora pra parar!
E o homem satisfeito
em seu planeta-túmulo,
continua construindo absurdos,
e no sétimo dia , se deitará
só que com certeza
não haverá mais ninguém
para essa história ele contar!


fatinha, so fatinha...

Nenhum comentário:

Postar um comentário