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Mostrando postagens de 2014
Eu...

Estendi hoje ,
minha pele  no varal...
tem minha cor,
meu recheio
meu odor
meus anseios...
Já a vesti há tanto tempo,
em cores e formas diversas!
Mesmo assim,
tem ventos que sopram
e  me desconhecem...
Tem tempos que transcorrem
e me reconhecem!
Mudei o tom
a canção
a saudade
a paixão
mas algo permanece
em mim
e esse algo
acredito, não tem fim...
A lua passa
muda de fases
e eu continuo a me habitar
me acho, me perco...
Então, volto a nascer
feito menina que cresce
e renasce...
e tenta cantar outra vez
a canção da vida
procurando ser feliz
e planta em seu  jardim
as vezes, flores de plástico,
uma eterna aprendiz!
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Meus ais...

Meus "ais",
fugiram de mim
voaram soltos por ai...

Molharam-se
em um revolto mar,
voltaram!

Moram agora
em meus melancólicos olhos
que desaguam mansamente
quando me vejo
assim , assim...
sem você
sem beijo
sem lua
sem pão de queijo!

Fatinha, só Fatinha...

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Continuemos a vida...



Sem a vitória atingida
com a alma dolorida
sem querer acreditar!
Que a bola pouco entrou
e  que se o show  acabou
 a vida vai continuar...
Por que viver é arriscar
sonhar, sorrir ou chorar
mas não se desiludir...
Não deixo de ser brasileira
de honrar minha bandeira
aqui ou em qualquer lugar...

Fatinha, só Fatinha...




Continuemos a vida
Nesse tão nobre rincão
esse solo, esse chão
onde somos sonhadores
queremos outras vitórias
queremos  um dia a glória
de sabermos vencedores.


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Poesia ...

Fazer poema é fácil
difícil é encontrar poesia...
Nessa confusão cotidiana
nem se sabe 
quando se começa o dia!
Café com pão
arroz com feijão...
que não me alcance a desilusão!
As estrelas tão distantes
No céu fumaça escura,
um  borrão,
tenho somente
que manter os pés no chão
mesmo correndo o risco
de me perder na multidão...
Por isso 
vou ali na esquina
fazer discursos incautos
profetizar sobre a vida
em meio a  isso
 distribuirei panfletos na avenida.
e passarei na padaria
para  ver se entre os "sonhos"
eu encontro  poesia!

Fatinha, só Fatinha ...

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Cotidiano...

Blém, blém,blém...
Repica o sino da matriz.
Enterro?
Casamento?
Desastre?
Nascimento?
O que será que acontece?
Bobagem,
é só mais um dia 
que se repete!


Fatinha, só Fatinha...


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Bem me quer, Mal me quer?

Desfolhei um bem me quer
tanta coisa eu queria
mal me quer
bem me quer
minha sorte,
meu amor,
onde estaria?
E a  despetalo dia a dia
Paixão da manhã
sorriso de hortelã
E agora?
Eu plantei em terras vãs?
Ah, essa florzinha
pequena florzinha
não me  responde
se esconde ...
E nesse meio termo
me entrego
e não recebo
Jogo injusto,
Onde sempre
 aposto tudo!
E fico mudo
com as respostas 
que não vem
de ninguém...
E fico a toa 
dedo em riste, 
por que o mal me quer
existe,
numa flor
que nem é triste?!
Bem me quer
singela flor
tenho então
que te plantar?!
Se não te encontro
me perco
e vou me despetalar!

Fatinha, só Fatinha...








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´Poema para dormir!

Vem e sussurra em meu ouvido
o doce segredo...
Já desfolhei-me dos medos
e hoje brinco
com os versos 
de velhas histórias,  memórias!
O vento então se curva
serpenteia,
dita e desdita
em minha noite! 
Palmilha meu corpo... 
Mas meu travesseiro
 ah, esse companheiro,
abraça-me 
e com caprichos de um  amante
me prende em si
por infinitos instantes
em sonhos errantes!
Noite ou dia?
Não importa ,
o que vale é a poesia!


Boa noite!

Fatinha,só Fatinha...



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Paixão.

E não é mais que um vocábulo
escrito ao revés da solidão...
Suspiros ...
Cai e planta-se
na terra santa
do meu ser...coração!
Vira poema
as vezes sem poesia
fantasia,
longe de um sarau
ah vendaval que me invade
fantasia...
e chora , ao despertar
para um novo dia,
agonia!

Fatinha, só Fatinha...

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Apenas Poeta!

Sua intelectualidade
não contém minha poesia...
Se não me entendes, bobagem
te entregas a fantasia!
Dispenses
a eloquência
a decência
a métrica
a logística
a inocência,
a consciência...
Atenha-se a loucura
do poeta,
do cantor
do profeta
do ator...
Eles ditam palavras
sem ordem existir
escrevem ao léu 
sem nada exigir...
mas falam
de saudade
de paixão
de amor
de tesão
Rimam, ou não
descem escadas
sem precisar de corrimão...
Por que o que interessa
é a liberdade
é a descoberta
a fecundidade
a oportunidade
de saber parir
de nunca parar
de poder  partir 
sem querer chegar
de deitar , dormir
esquecer de tudo
ou reinventar
e no absurdo 
desse nada ou tudo
se redesenhar!

Fatinha, só Fatinha 

Apenas Poeta

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Saudade!

 Na garganta seca
ressoa o canto da noite
escuro véu que se descortina
olhos tristes de menina.
Melancólicos olhos
na perdida esperança 
vivas  lembranças!
Cadeira quieta
sussurro dormente
jornal sobre folhas
um vento inocente
teima , rodopia 
canta e recanta canções 
sem idade ...
Criam espectros
que em vão repetem
versos perdidos
rançosos
molhados de um choro pálido
de um medo esquálido 
um gosto de febre
grudado na pele 
saudade!

Fatinha, só Fatinha








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Meu chão de versos

Chegue assim de mansinho Com leveza de passarinho Mas cuidado, Meu chão tem versos, Rimas quebradas Por que , Não sei se  sabes Sou assim ,atrapalhada! Na agonia de escrever buscando o alvo ou até o norte que no caso é teu coração Isso é ilusão? Tão longe, Tão distante, Como nunca está perto, Será que acerto? És meu eco nesse instante! Por isso forro meu chão com versos onde confesso que amo assim que espero  enfim numa tarde azul, ler os meus versos
feitos pra ti!
Fatinha, só Fatinha..
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Sou Poeta...


Sou poeta de bar Sou poeta de rua, se a inspiração não vem, a culpa é minha ou tua? O  bar, me inspira o samba-canção Na rua me inspiram os olhos que vejo em eterna ilusão! Sou poeta sem rima sem medida, sem preceitos Por isso o que escrevo nem precisa rimar direito. Preciso sim de inspiração, ou quem sabe respiração pois em goles sôfregos  de pura fantasia, me apaixono pela solidão... Sou poeta de tantos sonhos vazios ou não... Sou poeta de olhos rasos da última dor ,  vivida na contra mão... Poeta de luas, de fases de amores errantes, de histórias antigas, em livros na estante... Ah poeta , de alma cansada de lágrima ressentida, de boca escancarada É isso que sou, poeta esquecido que a poesia,  é meu único amor!
Fatinha , só Fatinha 
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"Vez em quando"

Vez em quando me sinto assim
sem pé , sem mão
sem teto, sem chão...
Acho que a distancia 
alucina,
e me perco em enormes sonhos
feito menina...
Quando te procuro e não encontro,
me desmancho pelas nuvens,
brancas nuvens e pronto...
desenho balão colorido
solzinho sorrindo
Isso as vezes auxilia
pois me traz , tua companhia...
Mas ,"as  vezes" ,
não é o sempre,
e não sendo ,
me causa uma tristeza
que me deixa ausente
desse sonho que sou eu,
desse amor que é só teu..
e te busco novamente
em breves sonhos,
em fartos sonhos,
sem saber onde os ponho,
e se estão prontos,
de novo , ou vezenquando
sou tua, sonho  e me encontro!

Fatinha, só Fatinha...



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Te esperando...

Estou aqui... te esperando em teu tempo  de amar-me! Pressa não tenho, pois se isso faço o amor retenho... E não é isso que de ti , quero... Quero um sorriso solto sentindo que é só meu quero olhos puros e que o meu olhar mergulhe nos olhos teus! mãos que me encontrem  ao me acariciar corpo saciado , com gosto de amar! Quero a festa a poesia  o sol e amor feito  embaixo do lençol! Quero boca molhada  a minha encontrando quero versos de amor quando estiver amando... Então é assim: quero você dentro de mim com verso sem ser ao inverso sem medo sem do amor ser arremedo quero plenitude na hora de amar quero você inteiro a me completar e me completando possa se encontrar!
Fatinha , só Fatinha...
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Louco calendário...

Meu calendário está meio louco
feito um fuso solto
em nosso horário
Quando estamos juntos
está certo o fuso horário...
se longe ficas
o tempo se dá meio arbitrário!
Ah, louco tempo
tempo louco
que te arranca de mim pouco a pouco
que me entrega a ti
em sufoco
de mãos, corpos, ensejos
que o tempo pare
e o mundo repouse, em nossos desejos
no regaço , aconchegante da manhã
que me deixa sã,
so esperando
um raiar do sol
enquanto te procuro
embaixo do lençol
E se não te encontro
me recolho numa triste agonia
E quando isso acontece
vou em meu jardim
plantar poesia!!!


Fatinha, só Fatinha...

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Escrever...

Quero escrever  mas não sei  sobre o que! Pois se escrevo , me perco já que de teu nome não esqueço. Teu jeito , teu sorriso  estão gravados em minha retina e fogem por aí feito menina que com a alma
 o  mundo explora. Mas isso não me consola, pois quero escrever quero falar do Sol falar da lua, fazer poemas  bailar na rua... e só em pensar nisso  por ti alucino, e minha pele fica nua... e viajo em tuas mãos em teu olhar que me avistou , em breve estar quando eu menina me fazia rir de bobas coisas enganando o tempo que me afastava de ti. E assim fiquei  sem mais saber escrever pois a palavra que me representa está embutida em você. e só fica livre quando em ti pensando, durmo e sonho te amando!
Fatinha, só Fatinha...

Você...

E veio assim,  vindo
sorrindo com olhos de sorrir
e de confundir!
Maneiro, brejeiro
deixou em meu  coração 
um gosto bonito,
de querer se perder
e em ti se achar...
Agora sou velha menina,
na ciranda da vida
com gosto de sonho na boca
querendo prender o tempo
e jogar-se ao vento
pra poder te encontrar!

Fatinha, so Fatinha...