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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poema preguiçoso...

Esse poema inicia-se no sono leve
que eu tiro no sofá!
Passeia em meu corpo de preguiça, 
respinga versos em meu  dorso suado
e saltita na ponta de meus dedos,
sem medo,mas...
que de dormir estão cansados
a procura da rima que não tem,
que não vem!
Poema de preguiça,
 poema preguiçoso!
Passeia em minha pele
e escorre sempre em meu corpo!
não tem méritos, 
não tem cobiça,
mas tem preguiça...
Não quer papel de destaque 
nos livros de alguma estante,
não quer romper-se em lágrimas
nas histórias dos amantes...
Quer ser o que simplesmente é,
preguiça pura, na existência
 de ter sido criado em uma hora que eu 
estava a cochilar , 
na sala , no sofá,
pensando em nada e vivendo o ócio
do qual as vezes sou sócio!
Numa   tarde de outono...
tarde quente , sem dono!
Por isso fez-se assim,
meio rançoso e  inescrupuloso
em dizer-se preguiçoso!

fatinha, so fatinha...



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