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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

TALVEZ


Talvez a renuncia do meu desejo, seja o melhor de mim!
A festa podia ser animada , mas eu disse não e fui embora!
Sonhei com fadas e flores...mas elas faziam mal ao meu eu,
quebravam em mim meu medo de existir, e sem ele ...não vivo!
Tenho aqui em meu ser-coração, a candura ,
do dia que sempre se esquece!
As falhas da alma, soluçam e me fazem murmurar um poema -oração,
para acabar com os males, que chegam a noite e nos sonhos!
Por isso disse não a festa e me fui...tive a sensação do bêbado
que não lembra o caminho de casa, e perde-se na curva da própria sombra...
A boca da noite me enguliu em um só bocejar e eu gritei
por uma sombra solitária, que ao longe acenava para alguém,
numa despedida triste , com gosto de pão dormido...
Fiz-me companhia dela , e dialogamos no silencio que as almas
a si consentem...em noites em que a festa , mesmo animada
nos impulsiona a ir embora... a procura de si!



fatinha , so fatinha....

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