Eu... Estendi hoje , minha pele no varal... tem minha cor, meu recheio meu odor meus anseios... Já a vesti há tanto tempo, em cores e formas diversas! Mesmo assim, tem ventos que sopram e me desconhecem... Tem tempos que transcorrem e me reconhecem! Mudei o tom a canção a saudade a paixão mas algo permanece em mim e esse algo acredito, não tem fim... A lua passa muda de fases e eu continuo a me habitar me acho, me perco... Então, volto a nascer feito menina que cresce e renasce... e tenta cantar outra vez a canção da vida procurando ser feliz e planta em seu jardim as vezes, flores de plástico, uma eterna aprendiz!
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Poesia ... Fazer poema é fácil difícil é encontrar poesia... Nessa confusão cotidiana nem se sabe quando se começa o dia! Café com pão arroz com feijão... que não me alcance a desilusão! As estrelas tão distantes No céu fumaça escura, um borrão, tenho somente que manter os pés no chão mesmo correndo o risco de me perder na multidão... Por isso vou ali na esquina fazer discursos incautos profetizar sobre a vida em meio a isso distribuirei panfletos na avenida. e passarei na padaria para ver se entre os "sonhos" eu encontro poesia! Fatinha, só Fatinha ...
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Bem me quer, Mal me quer? Desfolhei um bem me quer tanta coisa eu queria mal me quer bem me quer minha sorte, meu amor, onde estaria? E a despetalo dia a dia Paixão da manhã sorriso de hortelã E agora? Eu plantei em terras vãs? Ah, essa florzinha pequena florzinha não me responde se esconde ... E nesse meio termo me entrego e não recebo Jogo injusto, Onde sempre aposto tudo! E fico mudo com as respostas que não vem de ninguém... E fico a toa dedo em riste, por que o mal me quer existe, numa flor que nem é triste?! Bem me quer singela flor tenho então que te plantar?! Se não te encontro me perco e vou me despetalar! Fatinha, só Fatinha...
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´ Poema para dormir! Vem e sussurra em meu ouvido o doce segredo... Já desfolhei-me dos medos e hoje brinco com os versos de velhas histórias, memórias! O vento então se curva serpenteia, dita e desdita em minha noite! Palmilha meu corpo... Mas meu travesseiro ah, esse companheiro, abraça-me e com caprichos de um amante me prende em si por infinitos instantes em sonhos errantes! Noite ou dia? Não importa , o que vale é a poesia! Boa noite! Fatinha,só Fatinha...
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Paixão. E não é mais que um vocábulo escrito ao revés da solidão... Suspiros ... Cai e planta-se na terra santa do meu ser...coração! Vira poema as vezes sem poesia fantasia, longe de um sarau ah vendaval que me invade fantasia... e chora , ao despertar para um novo dia, agonia! Fatinha, só Fatinha...